O trio de terroristas neonazistas formado por Uwe Mundlos, Uwe Böhnhard e Beate Zschnäpe, responsável por uma série de assassinatos realizados durante quase uma década, teve pelo menos 20 cúmplices, informam as revistas “Der Spiegel” e “Focus” em suas edições da próxima semana.
A “Der Spiegel” menciona concretamente sete desses supostos colaboradores, aos quais identifica e afirma que todos eram militantes do grupo neonazista “Thüringer Heimatschutz”, concretamente de sua divisão em Jena.
Entre eles está Ralf Wohlleben, membro do ultradireitista Partido Nacional Democrata Alemão (NPD) e que foi inclusive vice-presidente e porta-voz regional da legenda na Turíngia.
Suspeita-se que todos os mencionados concederam diversas formas de apoio logístico ao trio de terroristas. Alguns teriam até alugado as casas onde o trio residiu durante seus anos na clandestinidade.
Outros teriam providenciado documentos de identidade e poderiam ter servido de intermediários para que os terroristas recebessem apoio econômico da extrema-direita.
A existência de uma rede de apoio relativamente ampla foi reconhecida pelo ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, que disse que isso torna ainda mais difícil de explicar o fato de que o trio tenha conseguido ficar tanto tempo na clandestinidade sem ser detectado pelas autoridades.