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Tribunal Supremo dos EUA revisará constitucionalidade de injeções letais

Arquivo Geral

25/09/2007 0h00

A Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos anunciou hoje que revisará a constitucionalidade das injeções letais utilizadas para executar sentenças de morte.

A decisão foi divulgada após a ação movida por dois condenados à morte, page que consideram que as injeções infligem um sofrimento desnecessário às vítimas.

Os dois condenados, Ralph Baze e Thomas Clyde Bowling Jr., apresentaram ações contra o estado de Kentucky em 2004, para proibir o uso das injeções letais.

O estado de Kentucky executou somente uma pessoa com o método de injeção letal, em 1999.

A Corte Suprema dos EUA, em seu anúncio, marcou para o dia 5 de novembro a primeira audiência para julgar a ação.

Pelo menos 11 dos 37 estados que utilizam injeções letais para executar condenados suspenderam o método depois das denúncias sobre sua crueldade.

Segunda as denúncias, uma dose insuficiente de anestésico, um dos três produtos utilizados na injeção, produziria no condenado grandes dores antes de sua morte.

A ação movida pelos advogados de Baze e Bowling assinala várias execuções nas quais os condenados viveram até duas horas depois de receber a injeção.

A execução de Baze havia sido programada para esta noite, mas no início de setembro a Corte Suprema de Kentucky a deixou em suspenso.

Blaze, de 50 anos, foi condenado pelo assassinato, em 1992, de dois policiais do estado de Kentucky, ao tempo que Bowling foi considerado culpado da morte de um casal em 1990.

As injeções letais se transformaram no método mais popular de execução nos Estados Unidos após a retomada da pena de morte, em 1977.

Segundo dados do Departamento de Justiça, entre 1977 e 2006, 1.056 pessoas foram executadas no país.

Entre 1977 e 2004, de 944 pessoas executadas, 776 receberam injeções letais.

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