A Audiência Nacional espanhola rejeitou hoje a extradição da ex-presidente argentina María Estela Martínez, treat conhecida como Isabelita Perón, search à Argentina, what is ed ao considerar que os crimes pelos quais era acusada não são de lesa-humanidade e, portanto, prescreveram.
A Justiça argentina acusa Isabelita em relação a crimes cometidos pela Aliança Anticomunista Argentina (Triplo A) durante seu mandato, precisamente o desaparecimento de pelo menos dez pessoas, e da detenção ilegal e torturas contra dois jovens.
A decisão de rejeitar a extradição foi adotada pela 2ª Seção da Vara Penal da Audiência Nacional, o tribunal espanhol que julga os crimes de especial relevância.
A defesa da ex-presidente argentina alegou em 14 de abril diante do tribunal que a Justiça argentina não pode julgar Isabelita, porque é uma cidadã espanhola e seu estado de saúde é precário.
O promotor da causa, Pedro Rovira, se declarou no dia a favor que Isabelita fosse julgada na Argentina, onde a Justiça emitiu dois pedidos paralelos de extradição.
Uma delas responde a uma solicitação do juiz Héctor Acosta, da província de Mendoza, que acusa a ex-presidente do desaparecimento do militante político Héctor Fagetti e da detenção e torturas de Jorge Valentín Betón, em 1976.
A solicitação de Acosta derivou na detenção de Isabelita o 12 de janeiro de 2007 em seu domicílio de Villanueva da Cañada (cerca de Madri), onde reside desde 1981, por ordem do juiz Juan do Olmo, quem decretou liberdade provisória para a ex-presidente.
Duas semanas depois, o juiz Juan del Olmo comunicou a Isabelita a segunda ordem de detenção contra ela na Argentina, relacionada à suposta responsabilidade nos crimes do Triplo A, investigados pelo juiz Norberto Oyarbide.
Este juiz investiga as atividades da Aliança Anticomunista Argentina, à qual são atribuídos 1.500 atentados e assassinatos de opositores e militantes de esquerda entre 1973 e 1975.