O tribunal internacional para o genocídio do Camboja deu hoje por concluída a apresentação de provas sobre o envolvimento do ex-chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, conhecido como “Duch”, nos crimes da organização extremista.
Desde o começo do julgamento, no final do março, várias dezenas de sobreviventes, parentes de pessoas assassinadas, peritos e historiadores especializados no Khmer Vermelho foram testemunhas da Promotoria e da acusação particular.
O presidente do tribunal auspiciado pelas Nações Unidas, Nil Noon, disse que o julgamento do ex-diretor do centro de torturas de Tuol Sleng, será retomado em novembro, com os argumentos finais da acusação e da defesa.
A decisão do julgamento deve sair no início do próximo ano.
Duch é o ex-oficial de menor categoria entre os cinco ex-membros do Khmer Vermelho que o tribunal pretende julgar por envolvimento no genocídio do Camboja, onde 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da crise de fome, doenças e expurgos ordenados pelo regime que governou o país de 1975 até 1979.