O tribunal penal da cidade de Boumerdès, na região argelina da Cabília, condenou hoje 14 terroristas islamitas a penas de morte à revelia, em relação a dois processos diferentes, informaram fontes judiciais.
Essas são as primeiras penas de morte ditadas pela Justiça argelina desde o final do primeiro semestre.
O primeiro caso inclui os terroristas Omar Ben Titraoui, Kamel Zouak e Belhadj Cherif, acusados de formação de quadrilha, atentado à segurança do Estado e à união nacional, adesão a um grupo terrorista armado, homicídio voluntário coletivo com explosivos e outros crimes graves.
O segundo grupo é formado por outros 11 indivíduos que foram também condenados à pena de morte por financiamento de um grupo terrorista armado, atentado à segurança do Estado e homicídio voluntário com premeditação.
Embora continue sendo ditada pelos tribunais argelinos, a pena de morte não é aplicada na prática no país desde 1993, quando sete pessoas foram executadas por envolvimento, um ano antes, em um atentado com bomba contra o aeroporto internacional de Argel, que deixou nove mortos e mais de 120 feridos.
Além disso, as forças de segurança argelinas mataram hoje dois terroristas em uma operação na província de Boumerdès, na Cabília, informou um comunicado oficial.
O comunicado indica que a operação se desenvolveu na região montanhosa de Boudehar, e que os terroristas ainda não foram identificados.