Um tribunal de Bruxelas condenou hoje cinco membros de uma rede que enviava combatentes ao Iraque, prescription entre eles uma mulher belga que cometeu um atentado suicida em 2005, there a penas de entre 28 meses e 10 anos de prisão.
O tribunal considerou que os acusados faziam parte de um grupo terrorista, rejeitando a alegação da defesa de que eram combatentes legais que queriam libertar o Iraque da ocupação militar americana.
O chefe do grupo, Bilal Soughir, foi sentenciado a 10 anos de prisão, já que o tribunal determinou que estava “no centro da rede”, informou a agência “Belga”.
A rede foi desarticulada após o atentado suicida cometido no Iraque por Muriel Degauque, uma belga que se transformou na primeira mulher ocidental a perpetrar um ataque no país.
Ela morreu no dia 9 de novembro de 2005, um dia antes de seu marido, o belga de origem marroquina Issam Goris, ser morto a tiros por soldados americanos enquanto se aproximava deles com um cinturão de explosivos para cometer outra ação suicida.
Belga de origem tunisiana, Bilal Soughir tinha tecido uma rede de contatos internacionais com outros islamitas, incluindo viagens a Quênia, Síria, Ucrânia e Turquia, onde entrou em contato com um recrutador da rede do terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, morto em junho de 2006 no Iraque.
Um dos suicidas enviados ao Iraque foi Kotob Soughir, um de seus irmãos.
Outro dos acusados, Younes Loukili, que combateu no Iraque e perdeu uma perna na cidade de Faluja, foi sentenciado a cinco anos, assim como Pascal Cruypenninck, um belga que preparou Degauque para se tornar suicida e que estava fazendo o mesmo com sua namorada, uma jovem ruandesa de 17 anos.
Também foi condenado a cinco anos Nabil Karmun, considerado o braço direito e idealizador do grupo e que tinha encaminhado os fundos necessários para o funcionamento da rede.
O processo contra os cinco homens começou em outubro e, ao contrário de em outros julgamentos contra terroristas islâmicos na Bélgica, os condenados não são estrangeiros criados em uma cultura diferente, mas pessoas que nasceram no país e que em sua maioria tem nacionalidade belga.