O jovem foi processado por tentativa de extorsão, crime punido na Argentina com penas de cinco a dez anos de prisão, segundo a Sala II da Câmara Federal de Apelações.
Os porta-vozes explicaram à agência oficial de notícias “Télam” que o tribunal confirmou também o processamento de Washington Demarco Medeiros e José Manuel Decara por cumplicidade com Bruno.
Bruno e Washington ficaram em liberdade após pagar uma fiança, enquanto José Manuel permanece detido por ter antecedentes penais, disseram as fontes, sem informar a nacionalidade dos supostos cúmplices do brasileiro.
Em fevereiro, Bruno entrou em contato com o pai, um empresário do Mato Grosso, para dizer que estava em poder de um grupo de seis pessoas, que temia morrer e que os sequestradores exigiam um resgate de US$ 100 mil.
O tio do jovem viajou para Buenos Aires, denunciou o caso com a ajuda do Consulado brasileiro, e a Polícia organizou uma operação para prender os supostos sequestradores quando fossem receber o dinheiro.
Bruno admitiu que tinha fingido o sequestro quando a Polícia o descobriu junto com os cúmplices quando foram sacar o dinheiro que o pai do jovem tinha depositado em um banco da capital argentina.