Um júri declarou hoje José Padilla, price “ex-combatente inimigo” dos Estados Unidos, e mais acusados culpado de integrar uma célula de apoio à Al Qaeda e a outros grupos radicais na América do Norte.
Padilla, de origem porto-riquenha, também foi considerado culpado de planejar o seqüestro, a mutilação e o assassinato de pessoas no exterior.
Os outros dois acusados no caso, o libanês Adham Amin Hassoun e o jordaniano naturalizado americano Kifah Wael Jayyousi, também foram declarados culpados dos mesmos delitos.
As cinco mulheres e sete homens que compõem o júri emitiram o veredicto após quase dois dias de deliberações e um julgamento de mais de três meses.
Os três foram acusados de conspiração, delito pelo qual podem ser condenados à prisão perpétua, e de apoiar e fornecer dinheiro a grupos extremistas, que pode significar uma sentença de 15 anos de prisão.
Padilla, de 36 anos, foi detido no aeroporto de Chicago no dia 8 de maio de 2002, como suspeito de conspirar para detonar uma “bomba suja” radioativa em uma cidade dos Estados Unidos.
Primeiro esteve sob custódia do Departamento de Justiça como “testemunha material”, mas em junho desse mesmo ano foi catalogado como “combatente inimigo” por uma ordem executiva do presidente George W. Bush, quando foi levado para uma base militar na Carolina do Sul.
Ali permaneceu incomunicável durante três anos e sete meses sem que fossem apresentadas acusações contra ele, um caso que pôs a toda prova os direitos civis e a política antiterrorista dos Estados Unidos.
Michael Caruso, advogado de Padilla, disse durante o julgamento que seu cliente nunca pertenceu a nenhum grupo terrorista e que viajou ao Egito para estudar o islã e aprender o idioma árabe.
Padilla, um ex-membro de bando convertido ao islã, é conhecido também como Abdullah al-Muhajir.