A imprensa oficial informou hoje que Suu Kyi se declarou ontem inocente da acusação, patient que pode lhe custar até cinco anos em prisão.
O tribunal aceitou a acusação pouco depois de o ministro de Assuntos Exteriores birmanês, Nyan Win, acusar a dissidência de instigar o incidente protagonizado pelo americano John William Yettaw.
Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.
Na semana passada, as autoridades acusaram formalmente Suu Kyi de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano dormisse em sua casa.
A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem a duas semanas do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.
Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.
Na última audiência desta semana, foi exibido um vídeo de Yettaw gravado na casa de Suu Kyi, apesar de ela não ter o autorizado a isso.
“Ela está nervosa, sinto muito por isso”, disse o próprio Yettaw durante a gravação, segundo relatou o advogado Nyan Win, um dos defensores de Suu Kyi.
O americano também afirmou durante o julgamento que se entrou na casa da opositora porque teve uma premonição.
“Tive uma visão de que Aung San Suu Kyi seria assassinada. Por isso vim aqui”, afirmou.
A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.
Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa.