“A situação é difícil, e deve se agravar por causa do enfrentamento entre as autoridades brasileiras e os fiscais da Alfândega”, destacou Jorge Lepera, secretário da Associação Intersindical de Transporte Profissional de Carga Terrestre do Uruguai.
Dirigentes da associação mantiveram contatos com autoridades dos Ministérios uruguaios de Relações Exteriores e de Transporte e Obras Públicas para pedir que adotem medidas contra o Governo do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
“Centenas de caminhões de diversas nacionalidades estão sendo retidos nas fronteiras do Brasil com os países da região”, acrescentou o dirigente, em declarações à rádio “Carve” de Montevidéu.
Lepera disse que a situação “tende a se agravar”, porque os fiscais “agora passaram a revisar várias vezes todos os documentos, exigindo ao máximo, e podem chegar a levar um dia inteiro para habilitar a passagem de um único caminhão”.
Algumas empresas de transporte locais suspenderam transitoriamente o envio de mercadorias ao Brasil, para evitar que os veículos e seus motoristas fiquem retidos na fronteira.