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Tráfego no Estreito de Ormuz cai ao menor nível em dois meses

A redução ocorre em meio à escalada de tensões entre Irã e EUA e a novos ataques a embarcações, enquanto operadoras recorrem a medidas para seguir com as entregas.

Redação Jornal de Brasília

13/07/2026 11h52

Foto: Divulgação/Nasa via AFP

Foto: Divulgação/Nasa via AFP

O tráfego de petroleiros e gaseiros no Estreito de Ormuz caiu no último domingo (12) ao nível mais baixo em dois meses, segundo dados do setor de navegação divulgados nesta segunda-feira, em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos e a novos ataques a embarcações.

Com base nos dados disponíveis, o movimento de petroleiros e gaseiros recuou ao menor patamar desde 25 de maio, de acordo com análise da Kpler. O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA, informou no domingo que o tráfego comercial no estreito “continuou em níveis reduzidos” e que os padrões de navegação refletiam a cautela das operadoras após os recentes ataques.

Fontes do setor afirmaram que embarcações têm desligado cada vez mais seus transponders públicos de rastreamento AIS, o que dificulta o registro do número total de navios que cruzam a via navegável. Segundo análise da Reuters com imagens de satélite de 11 de julho, pelo menos três pares de petroleiros estiveram envolvidos em transferências de navio para navio fora do estreito, na costa de Omã, no Golfo de Omã.

As transferências STS, na sigla em inglês, envolvem a passagem de petróleo de uma embarcação para outra e, desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, têm permitido entregas mais rápidas para navios que aguardam sem precisar navegar pelo Estreito de Ormuz. “Alguns navios estão entrando e saindo discretamente”, disse uma autoridade do setor de navegação na segunda-feira.

A redução do tráfego ocorre após novas ações militares. As forças americanas concluíram mais uma onda de ataques contra o Irã no domingo, atingindo dezenas de alvos em vários locais com munições de precisão, informou o Comando Central. Donald Trump afirmou no domingo que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora o Irã tenha declarado anteriormente que fechou o estreito depois que uma embarcação navegou por uma rota não aprovada e foi atingida.

Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã informou que sua marinha interceptou dois navios no Estreito de Ormuz na noite anterior e desativou seus sistemas, sem divulgar os nomes das embarcações. O JMIC também relatou que um navio porta-contêineres sofreu danos causados por um projétil desconhecido, que provocou um incêndio na sala de máquinas no domingo.

Seis embarcações transitaram pelo estreito no domingo, segundo dados de rastreamento da Kpler, o menor número em cinco semanas. Uma fonte do setor afirmou que a situação deve ser vista “como um conflito controlado”, em referência ao padrão de tensão observado no Mar Vermelho.

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