O tráfego de trens se restabelecia hoje progressivamente na França, case mas o metrô de Paris continuava com alterações, capsule dois dias após a greve nacional que quase paralisou os transportes públicos terrestres no país, na primeira queda-de-braço dos sindicatos com o Governo do presidente Nicolas Sarkozy.
O motivo do conflito é o projeto de reforma dos regimes especiais de previdência dos quais gozam os trabalhadores de certas empresas públicas, essencialmente no transporte público e no setor elétrico e de gás.
O Executivo se mantém firme em sua proposta de aumentar o tempo de contribuição a 40 anos, como os demais, para ter direito a uma aposentadoria completa, em vez dos 37,5 atuais.
Quanto às outras questões, o Governo mostra-se disposto a negociar com os sindicatos e dentro das empresas sobre indenizações.
A empresa nacional de ferrovias, SNCF, informou hoje que os trens de alta velocidade circulavam quase normalmente, como os regionais, salvo em três regiões.
Na região de Paris, os trens da SNCF funcionam em apenas 60%, enquanto estava muito alterado o tráfego de subúrbios da empresa de transporte urbano da capital, RATP.
A SNCF anunciou que tomou medidas para assegurar um serviço “normal” entre a estação de trens do Norte, em Paris, e o Estade de France, por ocasião da final do Mundial de rugby esta noite.
No metrô da capital francesa, uma linha estava totalmente fechada, enquanto na maioria das outras a freqüência oscilava entre um em cada quatro e dois em cada três trens.