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Mundo

Toyota confirma sua saída da Fórmula 1

Arquivo Geral

04/11/2009 0h00

Toyota, maior fabricante mundial de veículos, anunciou hoje que, por razões econômicas, está se retirando da Fórmula 1, que a partir da próxima temporada não terá escuderias japonesas.

Em comunicado, a empresa confirmou as informações publicadas hoje pelo jornal japonês “Mainichi” e se une a outras marcas japonesas que decidiram abandonar o automobilismo, como Honda na Fórmula 1, ou Suzuki e Subaru no Mundial de Rally.

A Toyota começou a participar da Fórmula 1 em 2002 e seus planos eram continuar até 2012, mas a “grave situação econômica atual”, como assinala na nota, provocou sua uma retirada precipitada da modalidade mais famosa do automobilismo mundial.

“Ao considerar as atividades de competição para o próximo ano e além, em médio prazo, Toyota Motor decidiu retirar-se da Fórmula 1, levando em conta a grave situação econômica atual”, indica o fabricante japonês, que leva dois anos fiscais consecutivos de perdas.

A empresa japonesa divulgará amanhã seus resultados financeiros no primeiro semestre fiscal, de abril a setembro, onde se preveem mais números vermelhos.

Segundo a agência local “Kyodo”, a decisão tomada hoje pela Toyota pretende diminuir o custo milionário de sua participação na alta competição e agora espera encontrar um comprador na Europa para sua escuderia.

A Honda, que saiu da F1 no final da temporada 2008, vendeu sua escuderia à Brawn GP, ganhadora da competição desde ano com o piloto Jenson Button.

Em seu comunicado, Toyota Motor agradece o apoio dos torcedores por “respaldo” e assegura que tratará de conseguir a melhor solução para os empregados de sua escuderia e aqueles que se veem afetados por esta decisão.

No passado ano fiscal, que concluiu em março, a empresa japonesa teve suas primeiras perdas líquidas e operativas de sua história, e para este ano espera repetir os números vermelhos.

Entre abril de 2008 e março de 2009 a Toyota perdeu 436,937 bilhões de ienes (3,265 bilhões de euros) e calcula que no ano que acabará em março de 2010 perderá outros 450 bilhões de ienes (3,363 bilhões de euros).

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