Menu
Mundo

Touro sagrado Shambo é sacrificado no Reino Unido após longa batalha legal

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00


O touro sagrado Shambo, web que estava com tuberculose, foi sacrificado após uma longa batalha legal entre a comunidade hindu de Gales e o Governo do país, confirmaram hoje as autoridades galesas.

O animal, que tinha que ser sacrificado por ter adquirido tuberculose bovina, foi morto em um matadouro na quinta-feira à noite, depois que a Polícia conseguiu retirá-lo do templo hindu no qual os monges tinham trancado o touro para evitar seu sacrifício.

Os agentes tiveram que recorrer a uma ordem judicial para retirar o touro do templo da congregação de Skanda Vale, na localidade de Camarthen, depois que os monges da irmandade impediram os veterinários de levar o animal.

Dentro e fora do centro religioso, mais de cem simpatizantes e monges hindus vindos de vários lugares, entre eles Nova Zelândia e Suíça, rezaram esperando um milagre para que as autoridades permitissem a Shambo continuar vivo.

A Polícia teve que retirar à força vários monges que ficaram ao redor do touro sagrado, filmado o tempo todo por uma câmera que emitia imagens suas em tempo real através da internet.

Segundo o Governo galês, a autópsia feita em Shambo confirmou que estava com tuberculose. Outros animais da congregação hindu podem ter se contagiado e também deveriam ser executados.

O touro sagrado ficou em meio a uma disputa entre a comunidade hindu e as autoridades judiciais e políticas da região, que se contradiziam sobre as medidas que deveriam ser tomadas devido à doença do animal.

Shambo, de 6 anos, provocou há dois meses e meio uma batalha judicial entre a congregação de monges e as autoridades da região. O Executivo de Gales decidiu inicialmente sacrificar o animal, mas a comunidade britânica hindu recorreu no fim de junho à Justiça galesa, que lhes deu razão.

No entanto, na segunda-feira os juízes do Tribunal de Apelação do Reino Unido, a quem o Governo galês recorreu, afirmaram que a medida que as autoridades de Gales tomaram para proteger a saúde pública e prevenir que a doença se propague era “justificada”.

Como último recurso, os advogados de Skandavale tinham solicitado uma segunda prova que determinasse, de forma conclusiva, que o animal sofria de tuberculose bovina, uma possibilidade que a Assembléia galesa rejeitou na terça-feira.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado