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Mundo

Tony Blair será uma das testemunhas da investigação sobre Guerra do Iraque

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair figura entre as principais testemunhas chamadas a depor na investigação pública sobre a Guerra do Iraque, qualificada por seus críticos de “ilegal” e “baseada em mentiras”.

O comitê investigador, que preside o ex-funcionário Sir John Chilcot, examinará em sua primeira jornada hoje a política externa britânica rumo a Iraque no que precedeu da invasão, que ser produziu em 2003.

Também escutará o testemunho de Sir Peter Ricketts, que presidiu o Comitê Conjunto dos Serviços de Inteligência entre os anos 2000 e 2001.

Os integrantes do comitê foram escolhidos pelo próprio Governo, o que fez duvidar sobre sua independência.

Chilcot se esforçou, no entanto, ao assegurar que se chegará até o fundo e não será um simples exercício destinado a exonerar aos políticos.

Em declarações à agência Press Association, Chilcot deixou claro que não se trata de um tribunal que deve determinar a culpabilidade ou a inocência dos que tomaram a decisão de invadir Iraque sem o suficiente mandato das Nações Unidas.

A investigação, que examinará o período compreendido desde 2001 até 2009, durará vários meses, e Blair não prestará declaração até depois do Ano Novo.

Daqui até o Natal apresentarão sua versão dos fatos altos funcionários, diplomatas e chefes militares.

Os cinco membros do comitê, entre os que há dois historiadores, examinaram uma “montanha de documentos” e entrevistaram familiares da maioria dos 179 militares mortos no conflito.

Entre as principais questões que deverão ser esclarecidas estão a da suposta ilegalidade da guerra e se Tony Blair enganou ao Parlamento e ao povo britânico, como sustentam muitos, ao expor as razões para a invasão.

Esta é a terceira investigação sobre o conflito: a chamada enquete Butler examinou os erros judiciais dos serviços de inteligência antes da guerra enquanto a enquete Hutton estudou as circunstâncias que levaram ao suicídio do especialista em armamento David Kelly.

Kelly foi denunciado por alguém de dentro do Governo como o homem que tinha filtrado à “BBC” a notícia que o Executivo de Tony Blair tinha exagerado deliberadamente o perigo das supostas armas de destruição em massa de Saddam Hussein.

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