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Tony Blair pretendia nomear Diana como enviada internacional

Arquivo Geral

07/07/2007 0h00

Diana de Gales, illness morta há quase 10 anos, teve reuniões secretas com o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, então líder da oposição, para falar sobre um posto de enviada internacional que ele queria dar à princesa, afirma hoje o jornal “Daily Mirror”.

Os dois jantavam a sós regularmente antes de Blair chegar ao poder, em 2 de maio de 1997, de acordo com os detalhes de um livro escrito por Alastair Campbell, ex-porta-voz de imprensa do antigo primeiro-ministro, segundo o “Daily Mirror”.

Aparentemente, Blair queria aproveitar a popularidade de Lady Di. Ela atuaria como “embaixadora” a fim de projetar a imagem do Reino Unido no estrangeiro. No entanto, os dois mantiveram em segredo os encontros, para que a princesa não fosse acusada de interferir na política do país.

Diana, que fez campanha contra as minas terrestres e apoiava as vítimas da aids, morreu em 31 de agosto de 1997, num acidente de trânsito no túnel de Paris.

Segundo o livro “Os Anos Blair”, os dois riam e faziam brincadeiras cada vez que se reuniam. A mútua admiração explica por que Blair ficou tão comovido ao saber da morte de Diana. “Está claro que os dois discutiam algum tipo de trabalho para ela. Blair pensava que Diana podia fazer um trabalho brilhante como embaixadora para apoiar a sua visão de um Reino Unido moderno”, disse uma fonte que teve acesso ao livro, que ainda não foi publicado.

“Ela gostava da imagem que Blair queria projetar e pensava que podia contribuir de alguma maneira”, acrescentou.

O jornal afirma que em alguns dos encontros Blair foi acompanhado pela sua mulher, Cherie, e também por Campbell.

Diana chegou a se reunir com o ex-ministro de Relações Exteriores Robin Cook e a antiga diretora de Cooperação Internacional Clare Short, para analisar a proibição das minas terrestres.

O livro, acrescenta o jornal, também revela como Blair trabalhou com o Palácio de Buckingham para ajudar a família real a enfrentar a surpreendente morte de Lady Di. Além disso, o Governo ajudou a planejar o funeral da princesa, na Abadia de Westminster.

Na manhã de 31 de agosto de 1997, Blair, com o rosto comovido, chamou Diana de “princesa do povo” e lembrou o seu trabalho humanitário.

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