Ao menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas por disparos de desconhecidos no funeral do dirigente curdo Mashaal Tammo, assassinado na sexta-feira, em Qamishli (nordeste da Síria), informaram neste sábado os opositores dos Comitês de Coordenação Local.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos cerca de 50 mil pessoas estavam na cerimônia de despedida e os disparos causaram “vários mortos” e ao menos três feridos.
Uma greve geral paralisa neste sábado as cidades de maioria curda no nordeste da Síria, em protesto pelo assassinato a tiros de Tammo.
As empresas de transporte e de serviços público e privado, além de comércios, começaram nesta manhã uma greve geral em sinal de luto e ira pelo crime, da qual a oposição responsabilizou o regime.
Os Comitês de Coordenação Local relataram que manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança na cidade de Amuda, também curda, onde tentaram derrubar uma estátua do presidente sírio, Bashar al Assad.
O líder opositor curdo morto, que era membro do Conselho Nacional Sírio (CNS), morreu alvo de disparos feitos por desconhecidos em sua casa em Qamishli, informaram à Agência Efe fontes da oposição.
A morte do político curdo se soma a de outras 15 pessoas ocorridas na sexta-feira pela repressão das forças leais a Assad em diferentes províncias do país.
O assassinato de Tammo, que era porta-voz do Movimento Curdo do Futuro, despertou a indignação desta minoria étnica que vive nas áreas de fronteira com a Turquia.
O filho de Tammo também foi ferido no atentado, assim como a ativista Zahida Rashkilo.
Fontes da oposição destacaram que Tammo era um dos principais candidatos a ocupar a Secretaria-Geral do CNS, que será eleita em breve.
Os Comitês de Coordenação Local destacaram em comunicado que o líder curdo trava há 30 anos uma luta em favor da liberdade e a democracia, e que já havia saído ileso de uma tentativa de assassinato em 8 de setembro.