Os rebeldes se renderam pouco depois do meio-dia em uma delegacia de Polícia nos arredores de Aileu, localidade ao sul de Díli, a capital timorense.
Em declarações divulgadas pela imprensa australiana, Gusmão disse que os quatro soldados rebeldes reconheceram, após se entregar, que haviam participado dos ataques cometidos em 11 de fevereiro contra o próprio premiê e o presidente timorense, José Ramos Horta.
Em um dos ataques, Ramos Horta ficou gravemente ferido após levar três tiros.
O primeiro-ministro, que saiu ileso do ataque contra ele, ressaltou que esta rendição pode incentivar os outros militares rebeldes a decidir se entregar.
Na semana passada, Gusmão disse que o diálogo com os rebeldes, agora liderados por Gastão Salsinha, estava esgotado e que a via militar era a única saída.
Salsinha era o braço direito do ex-chefe rebelde Alfredo Reinado, morto a tiros durante o ataque a Ramos Horta, que na segunda-feira passada recebeu alta do Hospital Real de Darwin, onde estava internado.
Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra militares rebeldes que teriam participado dos dois ataques.