As fontes, não identificadas por razões de segurança, indicaram ao diário “El Tiempo” que o fato ocorreu em uma aldeia conhecida como “El Capricho” e a pessoa que acreditam ser a ex-candidata estava coberta por uma capa de chuva verde, muito magra e pálida, mas foi reconhecida pelas testemunhas que já a viram muitas vezes pela televisão.
Betancourt foi seqüestrada em fevereiro do 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e segundo declarações feitas em final de 2007 e nas últimas semanas, se encontra em precário estado de saúde, o que gerou a mobilização de setores colombianos e internacionais para pedir sua libertação.
Os informantes acrescentaram que ex-candidata ia em meio a dois guerrilheiros que “a sustentavam para que não caísse”.
“A mulher não falava, estava quase sem fôlego e contestava ao pessoal médico apenas movimentando a cabeça quando lhe perguntavam se lhe doía parte do estômago e esteve duas horas em uma maca enquanto lhe aplicaram soro e várias injeções”, afirmaram acrescentando que nesse tempo vários guerrilheiros vigiavam de fora.
O diagnóstico foi “reservado” e aparentemente a dirigente política tinha hepatite B, leishmaniose e malária, acrescentaram.
Ainda segundo as mesmas fontes, os médicos pediram que levassem a paciente ao hospital San José do Guaviare, capital da região, mas os seqüestradores rejeitaram a recomendação.
Os fatos não foram revelados porque os habitantes da região mantêm um código de silêncio por medo de serem assassinados.
O jornal indicou que os habitantes da região de Capricho e outros povoados próximos se atemorizaram quando o Exército chegou para perguntar.
Por outro lado, os habitantes afirmaram que no dia 22 de março chegaram na região policiais para buscar Ingrid Betancourt.