O ex-integrante do grupo paramilitar Colina Isaac Paquiyauri assegurou nesta quarta-feira que o ex-presidente Alberto Fujimori conhecia as operações do destacamento.
Paquiyauri, cialis 40mg que testemunhou no julgamento de Fujimori por violação aos direitos humanos, medications afirmou que seus companheiros no Colina comentaram que o ex-governante e seu então assessor de inteligência, Vladimiro Montesinos, conheciam as atividades ilícitas do destacamento.
Além disso, lembrou que o chefe do Colina, Santiago Martin Rivas, lhe contou que Fujimori se sentia “desconcertado” pelo assassinato de uma criança de oito anos durante o massacre de Barrios Altos, um dos casos que levaram o ex-governante a julgamento.
Paquiyauri afirmou que o Colina prestava conta de suas ações ao então chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, Nicolás Hermoza, que dava a ordem definitiva para iniciar as operações.
A testemunha atribuiu a Hermoza as ameaças de morte que disse ter recebido desde 2003 e as pressões para se retratar de suas declarações nos processos paralelos abertos contra o general reformado e os ex-membros do Colina.
O ex-agente Fernando Lecca também testemunhou nesta quarta-feira, e afirmou que o “major Martin Rivas deu a ordem de disparar (no massacre de Barrios Altos)”.
Além disso, confirmou que Martin Rivas também dirigiu o seqüestro e assassinato de nove estudantes e um professor da universidade La Cantuta em 1992, outro dos casos no julgamento de Fujimori.
Lecca assinalou que ele mesmo recomendou transferir os corpos das dez vítimas de La Cantuta, porque eles estavam mal enterrados e, em alguns casos, havia rastros do crime.
Os corpos foram descobertos pela imprensa com a informação de duas testemunhas que presenciaram o momento do enterro.
O ex-agente lembrou que um dos chefes do Colina, Jesús Sosa Saavedra, o convidou a ingressar no comando, com a explicação de que se tratava de um grupo de busca de subversivos.
No entanto, em pouco tempo ele se deu conta de que se tratava de um grupo de extermínio com recursos suficientes para treinamento e ação, e que era dependente da Direção de Inteligência do Exército.
O promotor José Peláez declarou à imprensa que os testemunhos dos ex-agentes “vão demonstrar que o grupo Colina existiu e que foi levado a eliminar os detidos”.
Além disso, afirmou que os testemunhos ajudarão a demonstrar que Fujimori tem responsabilidade nos assassinatos, e que deu o sinal verde para um plano de extermínio.