O estrategista da Al Qaeda que supostamente planejou os atentados de 11 setembro de 2001 contra Washington e Nova York, Khalid Sheik Mohammed, assassinou o jornalista do “Wall Street Journal” Daniel Pearl, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira.
O estudo liderado pela ex-jornalista do jornal Asra Nomani e pela diretora de jornalismo da Universidade de Georgetown Barbara Feinman conclui que um total de 27 pessoas fizeram parte do sequestro e assassinato de Pearl no início de 2002 no Paquistão.
“Dos envolvidos, 14 estão livres”, disse nesta quinta-feira Asra, quem ressaltou que apenas quatro das pessoas que participaram do sequestro e assassinato de Pearl foram acusadas e condenadas.
O estudo acrescenta que esses quatro não estavam presentes no momento em que o jornalista foi assassinado.
“Outros que estiveram presentes e que de fato ajudaram na decapitação não foram acusados”, destaca o relatório.
O estudo conclui que provavelmente os “verdadeiros assassinos” de Pearl não serão julgados por esse crime.
Os responsáveis pela investigação afirmam que em 2006 os Estados Unidos decidiram não acrescentar o assassinato de Pearl às acusações contra Mohammed nos tribunais militares porque concluiu que isso complicaria seus planos para julgá-lo pelos atentados de 11 de setembro de 2001.
O estudo acrescenta que cinco dos 27 envolvidos morreram e nove estão detidos, embora não haja acusações contra eles pela morte de Pearl.
O relatório destaca que Mohammed, que está detido na prisão militar americana de Guantánamo em Cuba, confirmou a agentes do FBI que ele mesmo tinha decapitado Pearl.