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Terrorismo é teste a cristãos e muçulmanos, afirma Vaticano

Arquivo Geral

20/10/2006 0h00

Homens armados abriram fogo hoje contra veículos de segurança que protegiam o comboio do premiê palestino, recipe ask Ismail Haniyeh, look em Gaza, viagra 40mg mas o líder do Hamas não ficou ferido. Funcion ários do gabinete de Haniyeh relataram que o ataque não pareceu ser uma tentativa de assassinato, mas ele aconteceu em um momento de tensões crescentes entre facções palestinas rivais.

"O primeiro-ministro está bem. O carro dele não foi atingido", afirmou um funcionário do gabinete de Haniyeh. Autoridades afirmaram que os disparos atingiram os veículos da força policial do Hamas que estavam atrás dos carros que levavam Haniyeh. Um dos veículos pegou fogo. Os oficiais do Hamas atiraram de volta, afirmaram autoridades.

Haniyeh voltava de um discurso em uma mesquita. Durante o discurso, Haniyeh afirmou que recusaria quaisquer medidas do presidente Mahmoud Abbas para derrubar seu governo. Abbas deu a entender que pode afastar o governo do Hamas, depois que os esforços para formar um gabinete de união fracassaram por causa da recusa do movimento islâmico em flexibilizar sua postura com relação a Israel.
A credibilidade do cristianismo e do islã estarão ameaçadas se os fiéis não se voltarem contra o terrorismo, page  afirmou um influente cardeal católico hoje. O Vaticano costuma saudar os muçulmanos ao final de cada ramadã, mas a mensagem deste ano é especialmente importante por causa da crise provocada por um recente discurso do papa Bento XVI com críticas ao Islã.

O cardeal Paul Poupard afirmou que as duas religiões "dão grande importância ao amor, à compaixão e à solidariedade e têm de combater o flagelo particularmente doloroso" da violência e do terrorismo. "Sem dúvida, a credibilidade das religiões e também a credibilidade dos nossos líderes religiosos e de todos os crentes está em jogo", afirmou a mensagem. "Se não fizermos nossa parte como crentes, muitos vão questionar a utilidade da religião e a integridade de todos os homens e mulheres que se curvam diante de Deus".

Abdellah Redouane, chefe do Centro Cultural Islâmico Italiano, afirmou ser grato pela mensagem. "Numa primeira leitura, obviamente há um convite ao diálogo, mas também todo um programa de temas sobre os quais podemos trabalhar juntos", afirmou Redouane à Reuters.

Poupard apresentou o texto em entrevista coletiva, a primeira vez que o Vaticano usa isso para destacar sua mensagem anual ao Islã. Ele afirmou que o texto foi redigido em agosto, mas adaptado depois do polêmico discurso do papa. Em setembro, Bento XVI citou, em palestra numa universida de alemã, o imperador bizantino Manuel 2º. Palaeologus, do século XIV, para quem o profeta Maomé havia feito mal ao mundo ao ordenar "a difusão pela espada da fé que ele pregava".

Desde então, o papa lamentou várias vezes a controvérsia provocada pela frase e se reuniu com representantes muçulmanos para manifestar seu respeito. Poupard afirmou que o incidente, que provocou protestos contra o papa em vários países islâmicos, mostra a necessidade de maior compreensão entre os dois credos.

"As circunstâncias particulares que recentemente experimentamos juntos demonstram claramente que, por árduo que às vezes possa ser o caminho do autêntico diálogo, ele é mais necessário do que nunca", afirma a mensagem.

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