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Terremoto de 6,8 graus deixa cinco mortos e mais de 500 feridos no Japão

Arquivo Geral

16/07/2007 0h00

Cinco pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas em um terremoto de 6, seek 8 graus na escala aberta de Richter que abalou hoje a região de Niigata, what is ed no noroeste do Japão, segundo a rede de televisão pública “NHK”.

O terremoto, com epicentro a 17 quilômetros de profundidade nas águas do Mar do Japão, aconteceu às 10h13 (22h13 de domingo em Brasília) e provocou o desmoronamento de 20 casas, principalmente na localidade de Kashiwazaki, província de Niigata, assim como um incêndio em uma usina nuclear.

O sismo foi seguido por outros vários tremores na região de Niigata, no noroeste do Japão, sendo que o mais forte foi de 5,6 graus e aconteceu às 15h37 (3h37 de Brasília).

A agência meteorológica japonesa já alertou para a possibilidade de tremores na região de uma magnitude próxima a 6 graus durante esta semana.

Segundo a emissora de TV japonesa “NHK”, o número de mortos já é de cinco e os feridos chegam a 500. No entanto, fontes policiais afirmam que não foram confirmadas mais de três mortes e de 400 feridos.

O terremoto desencadeou um incêndio no reator de número 3 da usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa, da companhia Tokyo Electric Power, que optou por fechar seus outros três reatores. Segundo as autoridades provinciais, o incêndio já foi totalmente controlado. A companhia elétrica Tohoku Electric Power informou que uma falha no fornecimento de energia deixou cerca de 21.700 lares sem luz na região de Niigata.

O Governo da cidade de Kashiwazaki decidiu suspender o fornecimento de gás na região urbana após detectar rompimentos em encanamentos em várias zonas da cidade.

O tremor também alterou os serviços de transporte na região, com cortes de energia para o trem-bala japonês, Shinkansen, e o fechamento temporário do aeroporto provincial para que os técnicos verificassem a existência de danos na pista de aterrissagem, embora os serviços já funcionem normalmente, segundo a “Kyodo”.

A agência meteorológica japonesa chegou a emitir um alerta de tsunami para a área da ilha de Sado, no mar do Japão, embora o tenha desativado pouco depois.

O Governo japonês iniciou um serviço de emergência para atender os afetados e normalizar a situação na região de Niigata.

Além disso, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cancelou suas atividades de campanha eleitoral para visitar a zona mais atingida pelo tremor. “Dei instruções que se tomem todas as medidas possíveis para salvar vidas e garantir a segurança da população”, assinalou Abe, que acrescentou que fará “todos os esforços para diminuir a ansiedade das vítimas do desastre”.

O principal grupo de varejo japonês, AEON, anunciou o envio de 36 mil litros de água engarrafada, 250 litros de garrafas de chá, mil unidades de arroz envasilhado e cinco mil bolos.

Em 23 de outubro de 2004, esta região foi sacudida um terremoto da mesma intensidade, no qual morreram 67 pessoas e 4.800 ficaram feridas.

O Japão se encontra em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e os terremotos de grande intensidade são relativamente freqüentes, apesar de não provocarem normalmente danos significativos, já que as construções do país estão preparadas para os tremores.

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