A primeira audiência perante um juiz militar de cinco acusados de participar dos atentados de 11 de setembro de 2001 terminou hoje após seis horas de sessão sem que os detidos se declarassem culpados ou inocentes.
Segundo as normas dos tribunais antiterroristas de Guantánamo, more about o julgamento em si deve começar “antes de 18 de setembro”, click determinou o juiz militar Ralph Kohlmann, click que preside o processo.
No entanto, disse que analisará “favoravelmente” qualquer pedido “razoável” de que se adie o julgamento, dada a complexidade dos procedimentos e por algumas normas ainda não terem sido colocadas a toda a prova.
A Promotoria tinha sugerido 15 de setembro como a data para o início do julgamento, enquanto a defesa havia solicitado reiteradamente o adiamento da audiência de hoje, mas Kohlmann rejeitou seus argumentos.
No final da sessão, o juiz informou aos acusados que se decidirem não comparecer às audiências futuras, o processo continuará sem eles, inclusive o julgamento em si, pelo que poderiam ser julgados e condenados sem pisar no tribunal de novo.
Khalid Sheikh Mohamed, o suposto “cérebro” dos atentados de 11 de Setembro, se interessou por essa opção. “Não me forçarão a vir?”, questionou. Kohlmann respondeu que não, mas a Promotoria disse que apresentará uma moção para pedir que todos os acusados sejam obrigados a comparecer ao processo.
Durante a audiência, os acusados não se declararam culpados ou inocentes dos crimes contra si porque a defesa e a Promotoria tinham acordado em reunião prévia adiar esse procedimento, informou o juiz.
Todos eles pediram para representar a si mesmos. Kohlmann aceitou que três deles façam isso e adiou sua decisão em relação aos outros dois.
A audiência ocorreu em um tribunal especial construído em Guantánamo com um custo de US$ 12 milhões e que só tinha sido usado antes para uma breve audiência.
Observou o processo um pequeno grupo de jornalistas e membros de ONGs.
Também estiveram presentes 20 militares, que ficaram sentados nas laterais do tribunal como medida de segurança, apesar de não portarem armas.
Apenas um dos detidos, Ramzi Binalshibh, tinha os pés presos com correntes. Este réu recebe medicamentos psicotrópicos, que são usados, por exemplo, para tratar a depressão e a ansiedade.
Além de Binalshibh+ e Mohammed, os outros acusados são Walid bin Attash, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi.
Kohlmann pediu que os suspeitos se levantassem no final da audiência, como é a norma nesse tipo de procedimentos, mas nenhum deles acatou a solicitação.