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Terceiro bebê morre na França após consumir leite suspeito de contaminação

Autoridades investigam possível contaminação por toxina cereulida, enquanto recalls de fórmulas atingem dezenas de países e envolvem grandes fabricantes

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 13h30

Foto: Hans Lucas/AFP

Foto: Hans Lucas/AFP

As autoridades sanitárias francesas registraram uma terceira morte de bebês que consumiram leite infantil retirado do mercado por suspeitas de contaminação, anunciou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11), mas acrescentou que até o momento não foi comprovada uma relação direta.

“Até hoje, nenhum caráter de imputabilidade foi estabelecido cientificamente” e “estão em curso investigações judiciais sobre estas acusações”, acrescentou.

Também foram registradas 14 hospitalizações de bebês que consumiram ou são suspeitos de terem consumido leites envolvidos.

O caso das fórmulas infantis em vários países começou em meados de dezembro.

Após uma primeira retirada pela Nestlé de dezenas de lotes de leites infantis em cerca de 60 países devido à presença potencial da toxina cereulida, foram realizados recalls semelhantes no mundo por indústrias como a Danone e Lactalis, e também por marcas pequenas.

Tanto a Nestlé quanto a líder mundial do setor lácteo, a francesa Lactalis, retiraram lotes de leites infantis em vários países, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

As autoridades europeias reduziram, no início de fevereiro, os limites tolerados da toxina cereulida, provocando assim uma nova onda de retiradas, pois a toxina pode causar vômitos por vezes perigosos em lactentes.

A ONG Foodwatch e várias famílias tentaram uma ação judicial contra o Estado e os fabricantes, acusados de terem demorado muito para retirar os produtos e a informar o público sobre o assunto.

A França é o único país europeu que registrou mortes após o consumo comprovado dos leites envolvidos.

Outros países relataram várias hospitalizações, como cerca de 30 no Reino Unido, mas ainda sem relação de causa e efeito estabelecida.

AFP

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