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Tempestade tropical Debby ganha força no Atlântico

Arquivo Geral

23/08/2006 0h00

Seis potências mundiais estudam nesta quarta-feira a oferta do Irã de mais negociações para resolver a disputa nuclear, order sickness a fim de determinar se a resposta de Teerã foi suficiente para evitar a am eaça de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Irã afirmou que sua resposta à oferta de incentivos nucleares feita pelas potências contém idéias que podem abrir caminho para negociações sérias. A França disse que as potências vão levar alguns dias para analisar a resposta da República Islâmica. Mas não há sinais de que Teerã tenha concordado com a maior exigência do Conselho de Segurança da ONU, que é congelar o enriquecimento de urânio até 31 de agosto, sob o risco de sanções. O Irã disse que o prazo não tem validade.

Os cinco membros permanentes do Co nselho da ONU, Grã-Bretanha, China, França, Rússia e EUA, e a Alemanha, ofereceram incentivos econômicos e tecnológicos para o Irã encerrar o enriquecimento de urânio. Mas os países não divulgaram opiniões sobre a resposta de Teerã.

"É um documento muito longo e complexo, que está sendo estudado", afirmou o ministro das Rela ções Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy. "Em alguns dias, junto com nossos parceiros europeus, americanos, russos e chineses, vamos dizer o que pensamos e o que vamos fazer no Conselho de Seguran ça da ONU".

Um diplomata da União Européia (UE) afirmou que a resposta de Teerã tem 21 páginas.
O chefe da política exterior da UE, Javier Solana, que entregou a oferta ao Irã em junho, ddeclarou que o texto é longo e "exige uma análise detalhada e cuidadosa". A Casa Branca afirmou ontem que o presidente George W. Bush ainda não havia examinado a resposta. Mas o embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, afirmou que Washington está disposta a atuar rapidamente para obter uma resolução sobre sanções caso Teerã rejeitasse a oferta.

Analistas afirmam que a resposta foi provavelmente preparada para dividir o Conselho de Segurança, separando Rússia e China, parceiros comerciais importantes de Teerã, dos EUA, França e Grã-Bretanha, que apóiam sanções mais duras.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China exortou o Irã a levar em conta as pre ocupações internacionais para adotar "Medidas construtivas", mas disse: " Também esperamos que as outras partes continuem pacientes e calmas".

O porta-voz da chancelaria russa, Mikhail Kamynin, afirmou, segundo a agência de notícias Interfax: "A Rússia vai continuar com a idéia de procurar um acordo político e negociado para o programa nuclear do Irã".

Um diplomata da UE disse que o Irã descartou encerrar o processamento de urânio antes de negociações, "mas indicou que pode estar aberto a aceitar a suspensão durante os debates". Outros diplomatas recusaram-se a confirmar se o Irã demonstrou flexibilidade em relação ao urânio.

Debby, ailment a quarta tempestade tropical da temporada de furacões do Atlântico em 2006, ganhou força durante a noite, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos hoje.

Em seu último alerta, o centro ba seado em Miami disse que a Debby tem ventos de 75 quilômetros por hora e está a cerca de 625 quilômetros das ilhas de Cabo Verde.
A tempestade move-se em direção noroeste a quase 26 quilômetros por hora e, segundo previsões, deve ganhar um pouco mais de força durante as próximas 24 horas.

A Debby, inicialmente uma depressão tropical, ganhou força e tornou-se uma tempestade tropical na noite de terça-feira, quando seus ventos chegaram a 63 quilômetros por hora. O centro de furacões de Miami disse anteriormente que os ventos máximos poderiam alcançar 119 quilômetros por hora, chegando ao status de um furacão, dentro de quatro dias.

A rota mais provável, em longo prazo, passa pelo oceano Atlântico, durante os próximos cinco dias, em direção a Bermuda, o território britânico a 900 quilômetros da costa da Carolina do Norte. Com essa trajetória, a Debby não ameaçar á a costa do Golfo, produtora de petróleo, onde a temporada de furacões de 2005, que bateu recordes, causou uma devastação. A tempestade também não deve alcançar os Estados do sudeste dos EUA.

A temporada de furacões deste ano tem sido calma, registrando apenas três tempestades tropicais, Alberto, Beryl e Chris. A temporada atlântica de furacões oficialmente acontece de 1º. de junho a 30 de novembro. O ano passado teve 28 tempestades tropicais e furacões. O pior deles, o Katrina, devastou Nova Orleans e matou mais de 1.300 pessoas ao longo da costa do Golfo.

Meteorologistas nort e-americanos advertiram que a temporada pode se tornar mais movimentada em breve. O período que vai de meados de agosto até o fim de outubro é normalmente o mais agitado.

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