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Televisão estatal afirma que 3.117 pessoas morreram em protestos no Irã

Governo iraniano classifica vítimas como “mártires” e atribui atos a terrorismo, enquanto entidades de direitos humanos denunciam repressão violenta e possível subnotificação

Redação Jornal de Brasília

21/01/2026 16h46

Foto: Atta Kenare/AFP

Foto: Atta Kenare/AFP

A mídia estatal iraniana informou, na quinta-feira (22, tarde de quarta-feira, 21, em Brasília), que 3.117 pessoas morreram nos protestos que eclodiram no final de dezembro e que, segundo ativistas, foram brutalmente reprimidos.

Um comunicado da Fundação de Veteranos e Mártires do Irã, citado pela televisão estatal, indicou que 2.427 pessoas do total, entre elas membros das forças de segurança, são consideradas “mártires” pelo islamismo e descritas como vítimas “inocentes”.

As autoridades iranianas condenaram o movimento de protesto como um ato “terrorista” caracterizado por “distúrbios” incentivados pelos Estados Unidos.

No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que milhares de manifestantes foram mortos a tiros pelas forças de segurança.

A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, diz ter verificado a morte de 3.428 manifestantes pelas mãos dessas forças, mas advertiu que o número real pode ser maior e apontou que algumas estimativas indicam que “entre 5.000 e 20.000 manifestantes podem ter sido assassinados”.

As ONGs que monitoram o número de vítimas alertaram que os esforços para determinar uma cifra precisa foram gravemente dificultados pelo bloqueio da internet, imposto pelas autoridades iranianas.

Segundo a organização especializada em cibersegurança Netblocks, essa obstrução das comunicações já dura mais de 300 horas.

A declaração da Fundação dos Veteranos e Mártires, uma entidade que recebe fundos estatais, afirma que muitos dos mortos “eram transeuntes” que morreram baleados durante os protestos.

Também assegura, sem fornecer provas, nem detalhes, que “alguns eram manifestantes que foram baleados por elementos terroristas organizados que estavam no meio da multidão”.

AFP

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