O Irã considerou hoje “histórico” o novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que destaca que ocorreu um “significativo passo adiante” na cooperação de Teerã com os inspetores internacionais do organismo.
“O relatório é um documento histórico, order já que comprova que as atividades iranianas são pacíficas”, tadalafil disse o representante do Irã na AIEA, cheapest Ali-Asghar Soltanieh à agência “Irna”, em Viena.
Também destacou que o relatório – que o diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, apresentará em 10 de setembro ao Conselho de Governadores – considera “fechado” o caso das questões sobre os experimentos com plutônio.
“Este é um dos pontos mais importantes do relatório, já que a América (Estados Unidos) usava a questão do plutônio como um pretexto para criar uma atmosfera política contra o Irã”, afirmou Soltanieh.
Sua declaração coincidiu com outra do embaixador dos EUA na AIEA, Gregory Schulte, que exigiu que Teerã “suspenda todas as atividades de proliferação nuclear” e ressaltou que a República Islâmica ainda não deteve os trabalhos de enriquecimento de urânio, como exige o Conselho de Segurança da ONU.
Schulte afirmou que os iranianos até agora só “fizeram promessas” sobre sua cooperação com a AIEA. O relatório de ElBaradei, embora diga que Teerã manteve o enriquecimento de urânio, destaca que ocorreu um avanço na cooperação, que esclareceu a origem de experimentos com plutônio.
“A agência é capaz de verificar que não se desviou material nuclear declarado no Irã”, afirma o documento de cinco páginas elaborado por ElBaradei, ao qual a Efe teve acesso em Viena. Mesmo assim, indica que “o organismo continua sendo incapaz de verificar alguns aspectos relevantes para determinar a natureza do programa nuclear do Irã”.
O documento se refere a um acordo firmado em 21 de agosto, em Teerã, pela AIEA e a República Islâmica, no qual o Irã promete responder a questões sobre seu programa atômico segundo um calendário estipulado pelas duas partes.
“Após solucionar estas questões pendentes, continuarão as visitas dos inspetores ao Irã. Deste modo, nenhuma outra parte (além da AIEA) terá direito a intervir no caso nuclear iraniano, nem sequer o Conselho de Segurança” da ONU, opinou o responsável iraniano.
Várias autoridades iranianas afirmaram que com sua cooperação com a AIEA Teerã tenta fazer com que o caso nuclear da República Islâmica seja tratado somente por este organismo, e não pelo Conselho de Segurança, para evitar sanções internacionais mais rígidas contra o país.
Os EUA criticaram o acordo entre a AIEA e o Irã porque Teerã condicionou o cumprimento do calendário a que não se imponham mais sanções às já estipuladas pelo Conselho de Segurança, em dezembro de 2006 e em março.