Uma paralisação de 24 horas convocada pelo sindicato de taxistas de Nova York (Estados Unidos), page em protesto contra a nova lei que os obriga a contar com um sistema de posicionamento global via satélite (GPS, clinic em inglês) terminou hoje com menor adesão que o esperado.
A greve teve adesão parcial. Muitos taxistas ignoraram a convocação do sindicato, for sale que representa 10.400 dos 26.000 taxistas na cidade.
Embora na segunda-feira e na manhã de terça houvesse menos táxis circulando pelas ruas e avenidas de Nova York, encontrar um “yellow cab” não foi uma missão impossível.
No entanto, muitos nova-iorquinos foram obrigados a compartilhar esse meio de transporte. A Prefeitura obrigou os taxistas que operavam na cidade a levar vários passageiros ao mesmo tempo e a estabelecer um sistema de pagamento por zonas em Manhattan.
“Cobrarem US$ 30 por uma corrida que não custa nem US$ 10 não acontece nem em Londres”, disse o turista espanhol Raúl Castillo, morador da capital britânica, à agência Efe.
Muitos nova-iorquinos não sabiam que a Prefeitura ordenara que os taxistas que cobriam os serviços mínimos tinham que cobrar uma bandeirada de US$ 10 dólares por cada pessoa que se subia no táxi e somar US$ 5 por mudança de zona tarifária.
Exemplo disso foram vários nova-iorquinos indignados contando como discutiram com os taxistas a validade da regra e optaram por pagar o que um trajeto similar custa normalmente.
“Discuti durante alguns minutos com o motorista de um táxi ilegal que quis me cobrar o mesmo que os táxis amarelos com a desculpa que eu ia com muita pressa e que além disso havia paralisação. No final dei US$ 10 quando ele me pedia US$ 30, porque estávamos em duas pessoas”, disse à agência Efe Martha Goonan, moradora de Manhattan.
Muitos foram os nova-iorquinos que compartilharam o táxi durante a paralisação, como as autoridades recomendaram. Foi comum ver como os veículos iam se enchendo de passageiros nos semáforos.
“Para onde vai este táxi? Quero ficar no Upper East Side for caminho”, perguntou um nova-iorquino na metade da Quinta Avenida.
Os taxistas de Nova York protestavam, pela segunda vez em seis semanas, contra a lei que obriga a ter um sistema de telas tocáveis que permitiria aos passageiros ver televisão, pagar com cartão de crédito, procurar o endereço de um restaurante e comprovar a localização do veículo graças ao GPS.
O sindicato considera que as transações eletrônicas e o sistema GPS gerariam ônus no faturamento e uma intromissão em sua privacidade, ao controlar suas atividades.
Além disso, eles denunciam a existência de “zonas mortas” em Nova York onde as máquinas de cartões de crédito não funcionam e temem que os taxistas tenham que assumir os custos se o cartão de um cliente for rejeitado e o passageiro já tiver descido do táxi.
A Comissão do Táxi e Limusines, que regula o setor, aprovou em maio um plano que exigia a instalação do equipamento para os cerca de 13 mil táxis amarelos que operam na cidade.