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Tarifas dos EUA a fornecedores de petróleo de Cuba podem provocar ‘crise humanitária’, diz Sheinbaum

Presidente do México critica decreto de Trump sobre venda de petróleo a Cuba e diz que medida pode afetar hospitais, alimentação e serviços básicos

Redação Jornal de Brasília

30/01/2026 14h59

Foto: Rodrigo Orozepa/AFP

Foto: Rodrigo Orozepa/AFP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta sexta-feira (30) que a aplicação de tarifas dos Estados Unidos a países que ajudam Cuba com o fornecimento de petróleo poderia desencadear uma crise humanitária de grande alcance.

O mandatário americano, Donald Trump, emitiu um decreto na quinta-feira que ameaça implementar tarifas aos países que vendem petróleo a Cuba, uma medida que considera necessária para sua “segurança nacional”, mas que foi denunciada por Havana como um “brutal ato de agressão”.

“A aplicação de tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba poderia desencadear uma crise humanitária de grande alcance, afetando diretamente hospitais, alimentação e outros serviços básicos do povo cubano”, afirmou a presidente de esquerda em resposta ao decreto de Trump, durante sua habitual coletiva de imprensa matinal.

Sheinbaum informou, ainda, que ordenou ao seu secretário de Relações Exteriores que estabeleça contato imediato com o Departamento de Estado americano com o objetivo de “conhecer com precisão o alcance do decreto” de Trump.

Também buscará informar a Washington sobre “o que significaria uma crise humanitária”, afirmou a mandatária.

A presidente mexicana reiterou sua “solidariedade permanente” com o povo cubano, mas advertiu que não descuidará das implicações que o decreto de Washington possa ter para o México.

“Precisamos conhecer os alcances porque também não queremos colocar nosso país em risco em termos de tarifas. Queremos conhecer os alcances e sempre buscar as vias diplomáticas”, afirmou.

Cuba atravessa uma profunda crise energética, agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo da Venezuela após a intervenção militar dos EUA nesse país e a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro.

AFP

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