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Talibãs tacham estratégia dos EUA para o Afeganistão de "fracasso"

Arquivo Geral

17/12/2010 12h17

Os talibãs afegãos reafirmaram nesta sexta-feira seu compromisso de resistir à presença de tropas estrangeiras no Afeganistão, horas depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou a revisão anual de sua estratégia de guerra, que tacharam de “fracasso”.

“Da mesma forma que as políticas prévias de Obama, esta revisão também fracassará e não trará nenhuma mensagem positiva aos americanos”, afirmaram os talibãs do país em comunicado citado pela agência afegã “AIP”.

Obama afirmou nesta quinta-feira em Washington que a guerra no Afeganistão é uma “tarefa muito difícil”, mas acrescentou que a melhoria das condições no território permitirão o início da retirada gradual de suas tropas a partir de julho, de acordo com o cronograma previsto.

“Isto (a retirada) é o amargo resultado que os Estados Unidos alcançaram após a morte de milhares de seus soldados e o gasto de bilhões de dólares no Afeganistão”, afirmaram nesta sexta-feira os insurgentes.

O presidente americano apresentou nesta quinta-feira à noite um resumo da revisão estratégica de cinco páginas, no qual são apontados “frágeis” progressos em algumas regiões do país, embora com o risco de que os avanços fracassem.

“Há ainda muita influência dos talibãs na resolução de conflitos e muito pouco progresso econômico”, disse nesta sexta-feira em entrevista coletiva concedida em Cabul o chefe do Estado-Maior conjunto dos EUA, Mike Mullen.

A estratégia americana se baseia em transferir pouco a pouco a responsabilidade da segurança no país às tropas afegãs, para que seja possível a retirada progressiva dos soldados estrangeiros, que atualmente são cerca de 150 mil.

Segundo dados do portal independente “icasualties.org”, este ano está sendo o mais sangrento para as tropas estrangeiras desdobradas no Afeganistão, com 696 soldados mortos.

“Achamos que a paz e a prosperidade não voltarão ao Afeganistão a menos que todas tropas estrangeiras deixem o país. A perpetuação da ingerência estrangeira só causará mais mortes e destruição”, declararam os insurgentes em sua nota.

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