Os talibãs libertaram duas mulheres sul-coreanas pertencentes ao grupo de 21 missionários dessa nacionalidade capturados há quase um mês na província afegã de Ghazni, about it confirmou um dos líderes tribais da região.
“Sim, as temos sãs e salvas, e as entregaremos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha em meia hora”, disse por telefone Haji Zahir, líder tribal do distrito de Antar, a 45 quilômetros da cidade de Ghazni.
Os seqüestradores tinham afirmado hoje que libertariam as duas reféns doentes às 16h (8h30 de Brasília) e as entregariam a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Ghazni.
O CICV agiu como mediador nas conversas diretas entre uma delegação talibã e outra da Coréia do Sul, que começaram na sexta-feira passada na sede do Crescente Vermelho em Ghazni.
Neste fim de semana, Abdullah Abu Mansoor, chefe militar insurgente na província de Ghazni, tinha indicado que o conselho supremo talibã tinha dado sinal verde para libertar as duas mulheres “sem condições” como mostra de “boa vontade”.
Em 19 de julho, os talibãs seqüestraram 23 missionários sul-coreanos – na maioria mulheres – quando estes viajavam de ônibus pela perigosa rota que liga Cabul a Kandahar.
Para sua libertação, exigiram a retirada de tropas sul-coreanas no Afeganistão, o que o Governo de Seul já tinha anunciado para o final deste ano, e a libertação de vários de seus prisioneiros de uma prisão nos arredores de Cabul.
Dois dos reféns foram executados pelos seqüestradores depois que o Governo se negou a atender suas exigências.
O seqüestro dos sul-coreanos é o maior de um grupo de estrangeiros no Afeganistão desde a queda do regime talibã, em 2001.