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Talibãs libertam doze reféns sul-coreanos no Afeganistão

Arquivo Geral

29/08/2007 0h00


O grupo talibã que mantinha seqüestrados 19 sul-coreanos há um mês e meio colocou hoje em liberdade doze deles, stomach enquanto se espera a libertação dos outros reféns graças ao acordo pelo qual Seul se compromete a acelerar a retirada de suas tropas do Afeganistão.

Ao meio-dia, foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha de Ghazni (leste) três das reféns, e poucas horas depois o organismo recebeu outras quatro mulheres e um homem. No meio da tarde, outras três mulheres e um homem foram libertados.

Segundo o líder tribal Haji Zahir Shah, que atuou como mediador entre os seqüestradores e Seul, a libertação está ocorrendo aos poucos porque os rebeldes tinham dividido os sul-coreanos em vários grupos, detidos em diferentes locais.

O dirigente tribal acrescentou que está previsto que os outros sete reféns sejam libertados nas próximas horas, ou em um máximo de dois ou três dias. Tudo indica que está sendo solucionado o seqüestro do maior grupo de estrangeiros capturado no Afeganistão desde a queda do regime talibã, em 2001.

Os insurgentes capturaram 23 missionários evangélicos sul-coreanos, em sua maioria mulheres, em 19 de julho, quando viajavam de ônibus pela perigosa via que une Cabul, a capital, com Kandahar (sul).

Apenas uma semana depois do seqüestro, os talibãs mataram a tiros o líder do grupo, Bae Hyung-kyu, um pastor evangélico de 42 anos, e em 30 de julho assassinaram outro refém, Shing Sun-min, de 29 anos.

Segundo os insurgentes, os dois foram executados porque o Governo de Cabul não tinha respondido “positivamente” a sua exigência de libertar vários presos rebeldes.

Em meio aos pedidos internacionais para a libertação dos reféns e após longas negociações, os rebeldes aceitaram iniciar um diálogo direto com uma delegação de Seul, que conseguiu com que duas reféns doentes fossem libertadas em 13 de agosto.

O acordo final foi fechado na terça-feira, quando os talibãs anunciaram que libertariam todos os sul-coreanos porque Seul tinha se comprometido a retirar suas tropas do Afeganistão o mais rápido possível.

O pacto também estabelece que os sul-coreanos voluntários em ONGs no Afeganistão deixarão o país nos próximos dias, enquanto Seul aceitou proibir que mais missionários cristãos viajem ao território afegão.

Já os talibãs garantiram que não atacarão os voluntários antes que eles deixem o país e abandonarão a reivindicação inicial de trocar os reféns por presos rebeldes.

O Governo afegão tinha se negado a acatar esta exigência e afirmou que faria o possível para libertar os sul-coreanos, mas “dentro dos limites da legalidade e da Constituição” afegã.

O Governo da Coréia do Sul reafirmou hoje a vontade de retirar as tropas sul-coreanas do Afeganistão e afirmou que o calendário da retirada será informado oficialmente aos países aliados em setembro.

Seul já tinha previsto tirar os militares do país este ano, algo que reiterou publicamente um dia depois do seqüestro.

Ainda está em cativeiro no Afeganistão um engenheiro alemão, Rudolf Blechschmidt, que foi seqüestrado um dia antes dos sul-coreanos na província de Maidan-Wardak (centro-leste) junto a outro engenheiro da mesma nacionalidade que foi assassinado.

Na semana passada, uma televisão local afegã divulgou um vídeo no qual Blechschmidt aparecia pedindo ajuda às autoridades de Berlim e Cabul e advertia que seu estado de saúde não era bom, já que estava como “prisioneiro em más condições”.

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