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Talibãs ameaçam executar reféns a partir do meio-dia de amanhã

Arquivo Geral

29/07/2007 0h00

Poucas horas após descartar o diálogo, page os talibãs marcaram o meio-dia desta segunda-feira (4h30 em Brasília) como o prazo final para começar a executar os 22 reféns sul-coreanos se as autoridades não concordarem em trocá-los por presos rebeldes, viagra buy informou hoje à Efe um porta-voz da milícia.

“O Governo de Cabul não levou este assunto muito a sério. Portanto, decidimos marcar um prazo final: meio-dia de amanhã”, disse à agência Efe por telefone Mohammed Youssef Ahmadi, porta-voz do Talibã. “É possível que comece a execução dos reféns se a solução não chegar até amanhã ao meio-dia”, acrescentou.

Horas antes, os fundamentalistas afegãos tinham assegurado que não haveria mais diálogo sobre os 22 reféns, em estado de saúde preocupante após dez dias de cativeiro. “Não é preciso dialogar mais. Entregamos nossa lista de presos e esperamos uma resposta positiva”, tinha dito à Efe o próprio Ahmadi.

Ele afirmou que os talibãs pediram a libertação de oito presos como resgate para soltar os reféns. Eles já teriam entregado uma “lista completa” com seus nomes às autoridades de Ghazni, a província onde aconteceu o seqüestro.

Um dos membros da equipe mediadora, Khowaja Sedeqi, confirmou as palavras de Ahmadi. Ele assegurou que hoje não houve negociações diretas por vontade dos talibãs, embora alguns líderes tribais tenham falado com eles. Sedeqi disse que os insurgentes estão com os telefones desligados e esperam uma resposta do Governo.

Os seqüestrados, 18 mulheres e quatro homens, estão separados, vigiados por diferentes facções da milícia. O grupo de seqüestradores não entra em acordo sobre suas exigências às autoridades justamente porque está dividido internamente. Enquanto duas das facções preferem o pagamento de um resgate, a terceira exige a libertação de presos.

Enquanto isso, em Cabul, o presidente afegão Hamid Karzai se reuniu com um enviado especial sul-coreano, Baek Jong-Chu, que foi ao Afeganistão para mediar a crise. O presidente falou hoje pela primeira vez sobre o caso.

“O Governo afegão fará todos os esforços possíveis para uma libertação segura de todos os reféns e espera encontrar uma solução conveniente para a crise”, disse Karzai, segundo um comunicado publicado ao término da reunião.

Baek se reuniu com Karzai a portas fechadas, com o objetivo de discutir a libertação dos reféns e pedir ao presidente “flexibilidade”, segundo a agência coreana de notícias “Yonhap”.

Ainda não se sabe se o presidente vai aceitar a troca, ou se cumprirá com a palavra dada no dia 6 de abril, um mês depois do seqüestro do jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo. Na época, ele trocou cinco prisioneiros talibãs pela liberdade do refém, mas disse que não voltaria a aceitar esse tipo de exigência. “No futuro, esta ação não se repetirá nunca”, disse Karzai na ocasião. “Não faremos isso em nenhum caso, nem com ninguém, e nem se repetirá por nenhum país”, tinha acrescentado.

Depois que os talibãs descartaram mais negociações, a possibilidade levantada pelo vice-ministro do Interior afegão, Munir Mangal, se tornou mais iminente. No sábado, ele disse que o uso da força poderia ser um último recurso se não houvesse uma solução pacífica para o seqüestro.

“As conversas prosseguem e tentaremos resolver a situação mediante negociação, mas se não houver outra opção, usaremos recursos militares como último recurso para conseguir a liberdade dos reféns”, afirmou Mangal.

Na ocasião, ele recebeu uma resposta rápida por parte de Ahmadi, que advertiu as autoridades de que o uso da força para resgatar os reféns só serviria para causar a morte imediata dos sul-coreanos. “Temos forças suficientes para defender nossa posição, mas se tentarem nos atacar, não conseguirão sair vivos”, tinha dito Ahmadi.

Os 23 missionários sul-coreanos foram capturados em 19 de julho na estrada entre Cabul e Kandahar, no sul do país. A preocupação com o estado dos reféns aumentou na quarta-feira passada, quando os talibãs anunciaram a morte do líder dos missionários, o pastor protestante Bae Hyung-kyu, de 42 anos. Até agora este é o maior seqüestro de um grupo de estrangeiros no Afeganistão.

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