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Talibãs advertem sobre "consequências" de mobilizar tropas sul-coreanas

Arquivo Geral

09/12/2009 0h00

O movimento talibã afegão considerou hoje “imoral” a decisão da Coreia do Sul de mobilizar até 350 soldados no Afeganistão, e advertiu ao Governo asiático sobre as “consequências” que isso poderia causar.

Os fundamentalistas consideraram o envio militar como “uma violação da promessa em virtude da qual os talibãs libertaram os sul-coreanos sequestrados na província de Ghazni”, segundo um comunicado citado pela agência de notícias “AIP”.

O movimento talibã se referiu ao sequestro de 23 missionários sul-coreanos em 2007 – dois dos quais foram executados -, após o qual Seul retirou mais de 200 militares do Afeganistão.

“O Emirado Islâmico do Afeganistão (nome com o qual era conhecido o regime talibã) quer deixar claro às autoridades sul-coreanas que o envio de tropas significa descumprir a promessa, e que têm que estar preparadas para assumir as consequências”, disseram os fundamentalistas.

“Algum dia, nos encontraremos, e, nesse momento, o Emirado Islâmico não mostrará nenhuma flexibilidade”, ameaçou o movimento talibã, que considerou “errado, imoral e sujo” o envio de tropas.

O plano sul-coreano, sujeito à aprovação do Parlamento, prevê que os soldados iniciem sua mobilização em 1º de julho de 2010 na província de Parwan, próxima a Cabul.

A decisão de Seul ocorre depois que, na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o envio de 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão, além dos 7 mil prometidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Com este reforço, as tropas internacionais contarão com pouco menos de 140 mil efetivos no país asiático, quase 100 mil deles americanos.

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