As autoridades taiuanesas estão evacuando a cidade portuária de Keelung antes da chegada do tsunami desencadeado por um terremoto de 8,9 graus registrado no Japão.
De acordo com o Serviço Meteorológico Central, a onda gigante alcançará à costa de Taiwan às 17h30 do horário local (6h30 de Brasília), pelo que as autoridades estão em alerta marítimo e começaram a evacuar cidadãos em Keelung.
O Governo taiuanês ativou o Centro de Prevenção e Luta contra Desastres e nas cidades litorâneas mais próximas ao Japão foram criados centros especiais para enfrentar a chegada do tsunami, informou o Governo em comunicado.
No entanto, as autoridades indicaram que não acreditam que o tsunami vá causar muita destruição na ilha, enquanto as autoridades chinesas asseguraram que o tremor e a posterior onde gigante “não afetarão a China continental, de maneira óbvia”.
“No entanto, a maior parte do Pacífico deve permanecer alerta ao tsunami provocado pelo terremoto”, disse o diretor da Administração Sismológica da China, Chen Jianmin, à agência oficial de notícias “Xinhua”.
Segundo o centro chinês, o tremor teve magnitude de 8,6 graus, com epicentro na ilha nordeste japonesa de Honshu e a 20 quilômetros de profundidade.
Embora a agência estatal tenha assegurado que alguns chineses puderam sentir o tremor em Pequim, moradores dos andares mais altos de edifícios com até 80 metros de altura assinalaram à Agência Efe que não perceberam nada.
O epicentro do primeiro tremor desta sexta-feira foi localizado no Oceano Pacífico a 130 quilômetros da península japonesa de Ojika, às 14h46 da hora local (2h46 de Brasília), e foi seguido de um poderoso tsunami depois de uma hora.
As ondas do tsunami originado quase uma hora depois do tremor alcançaram a cidade japonesa de Sendai, onde imagens da emissora de televisão local mostraram que a água arrastou carros e até casas.
Já as autoridades russas evacuaram 11 mil pessoas nas ilhas Curilas, onde as ondas alcançaram uma altura máxima de dois metros.
Segundo o Centro de Alerta de Tsunami (CAT) de Sakhalin, ilha russa no Pacífico Norte, a maior onda que chegou às Curilas – com altura de dois metros – foi registrada no litoral da ilha de Iturup.
Nas ilhas de Kunashir e Shikotán as ondas alcançaram altura de 1,4 e 1 metro, respectivamente.
Fontes do CAT citados pela agência oficial “RIA Novosti” indicaram que as ondas não causaram inundações nem deixaram vítimas.