Yang se mostrou otimista sobre o futuro dos laços da ilha com seu único aliado na América do Sul, o Paraguai, e pediu que não se consinta que “outro país interfira nos laços bilaterais”, em clara referência à China.
A diplomacia taiuanesa se encontra em alerta desde que Fernando Lugo venceu as eleições presidenciais do Paraguai, no domingo, e especialmente após anunciar com clareza na última terça sua intenção de estabelecer laços com a China.
“Conversamos com o presidente eleito Fernando Lugo sobre a estreita e duradoura relação entre Paraguai e Taiwan, antes e após o pleito, e continuaremos os contatos”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da ilha, Phoebe Yeh, na última quarta.
Lugo declarou no dia anterior em entrevista coletiva e antes de se reunir com o embaixador taiuanês que não podia desconsiderar os crescentes apelos do povo e do Parlamento em favor de estabelecer laços diplomáticos com a China.
O embaixador taiuanês no Paraguai, David Hu, disse após sua entrevista com Lugo que considera aceitável que Assunção expanda seus laços com Pequim sem danificar as relações bilaterais com Taiwan.
Até o momento, a China não permitiu a seus aliados que mantenham laços diplomáticos com Taipé e exigiu a seus novos aliados que rompam os laços com a ilha.
Taiwan não vê com bons olhos o estabelecimento de laços comerciais ou diplomáticos de seus aliados com a China, mas nos últimos anos mostrou disponibilidade em aceitar o dobro reconhecimento.
O Paraguai é o único aliado taiuanês na América do Sul e sua perda suporia um duro golpe para o Governo que toma posse no dia 20 de maio. Taiwan mantém laços diplomáticos com 23 países.