O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, encerrou hoje a 4ª Cúpula da Ásia Oriental e as outras reuniões realizadas desde sexta-feira em Hua Hin e que permitiram aos líderes de 16 nações manter um diálogo construtivo sobre a crise financeira e a mudança climática, entre outros assuntos.
“Trabalhamos juntos para atender de maneira conjunta os desafios que nossa região e nossas povoações enfrentam devido à crise financeira e econômica mundial, a mudança climática, a segurança alimentar e energética, epidemias ou desastres naturais”, disse Vejjajiva em Hua Hin, cerca de 150 quilômetros ao sul de Bangcoc.
O dirigente tailandês destacou a inauguração, na sexta-feira passada, da Comissão Intergovernamental de Direitos Humanos da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como símbolo da determinação do organismo em continuar com a integração.
Vejjajiva, que passará a Presidência da Asean ao Vietnã em 31 de dezembro, disse que o caminho a ser seguido é “produzir medidas concretas”, garantir a continuidade do trabalho empreendido “para que todas as decisões se traduzam em ações reais” e assegurar que a associação mantenha seu papel de diálogo construtivo na região.
A Asean surgiu em 1967 e é formada atualmente por Mianmar (antiga Birmânia), Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.
No início desta década, a Asean incluiu em seu objetivo de integração econômica, orientada pelo modelo europeu, a China, a Coreia do Sul e o Japão, e nasceu o fórum Ásia Oriental, ao qual se juntaram depois Austrália, Índia e Nova Zelândia.
A Asean tem programada a criação de uma zona de livre-comércio em 2015 e avança paralelamente na integração social.
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse hoje em Hua Hin que 2020 pode ser a data para a criação de uma comunidade asiática.