A líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi foi formalmente acusada de descumprir as condições de sua prisão domiciliar, pilule indicaram fontes de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND).
Horas antes, Suu Kyi, detida em sua própria casa desde 2003, foi transferida à prisão de Insein, em Yangun, onde está sendo julgada em relação à suposta visita de um cidadão americano recentemente.
Sua detenção ocorre 12 dias antes de expirar o prazo máximo da prisão domiciliar, segundo as leis de Mianmar (antiga Birmânia).
A líder opositora foi acompanhada a Insein pelas duas mulheres que cuidaram dela durante estes seis anos, nos quais foi proibida de receber qualquer visita sem autorização prévia, e por isso apenas recebe ocasionalmente seu médico e emissários da Junta Militar.
No dia 6 de maio, os soldados que vigiam o perímetro de sua casa em Yangun capturaram um americano – identificado pela imprensa como John William Yeattaw – quando ele retornava nadando pelo lago Inye.
Aparentemente, ele conseguiu entrar na casa burlando os agentes que cercam o local 24 horas por dia.
Suu Kyi pode ser condenada a sete anos de prisão por permitir a visita, mas analistas políticos acreditam que o julgamento é uma estratégia do regime birmanês para atrasar sua libertação, por causa das eleições de 2010.
A líder opositora, de 63 anos, está sendo tratada desde a sexta-feira passada com soro devido a sua dificuldade para ingerir alimentos.
Estados Unidos e União Europeia (UE) expressaram preocupação com seu estado de saúde e voltaram a pedir sua imediata libertação.