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Mundo

Suspeitos por morte de soldados britânicos são liberados na Irlanda do Norte

Arquivo Geral

18/11/2009 0h00

A Polícia norte-irlandesa (PSNI) liberou hoje, sem acusações, duas pessoas detidas ontem por suposta relação com o assassinato em março de dois soldados britânicos em uma base militar do condado de Antrim, ao norte de Belfast.

A autoria do ataque contra os soldados foi reivindicada pelo IRA Autêntico, facção dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA).

Uma das detidas é Marian Price, conhecida ex-integrante do IRA e supostamente ligada agora à facção dissidente responsável pela morte de Patrick Azimkar e Mark Quinsey, de 21 e 23 anos, respectivamente, no ataque à base de Maseereene.

Price, de 55 anos, foi detida nesta terça-feira no bairro de Andersonstown, reduto republicano no oeste de Belfast, enquanto o outro suspeito, de 39 anos, foi detido na cidade de Coalisland, no condado de Tyrone.

Até o momento, 14 pessoas foram detidas por relação com o atentado, embora só duas tenham sido acusadas do assassinato dos militares e da tentativa de assassinato de outras quatro pessoas – dois soldados e dois entregadores de pizza, um deles de nacionalidade polonesa.

Marian e sua irmã Dolours Price foram condenadas durante o conflito na Irlanda do Norte por participarem do atentado do IRA contra o tribunal Old Bailey de Londres em 1973, usando um carro-bomba, no qual uma pessoa morreu e outras 200 ficaram feridas.

As duas irmãs cumpriram parte de sua pena em uma prisão britânica, mas foram transferidas para uma penitenciária norte-irlandesa após uma greve de fome, ação com a qual se ganharam o respeito do movimento republicano.

Marian é agora uma destacada dirigente do Movimento pela Soberania dos 32 Condados, braço político do IRA Autêntico, grupo responsável pelo atentado de Omagh de 1998, no qual 29 pessoas morreram.

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