Dois dos médicos suspeitos dos atentados fracassados da semana passada no Reino Unido exploraram a possibilidade de viajar para os Estados Unidos para trabalhar, seek confirmou hoje o FBI (Polícia federal americana).
Um deles é o neurologista Mohammed Jamil Asha, de 26 anos e jordaniano nascido na Arábia Saudita, que entrou em contato com a Comissão Educativa para Formados em Medicina Estrangeiros, com sede na Filadélfia (Pensilvânia), assinalou uma porta-voz do FBI.
O segundo médico, que também entrou em contato com essa organização, não foi identificado. A Comissão Educativa certifica se médicos estrangeiros que querem trabalhar nos EUA contam com as qualificações necessárias, mediante um processo de verificação do título e a aplicação de um exame similar ao exigido aos formados americanos.
Segundo o jornal The Philadelphia Enquirer, até o momento não foi possível estabelecer até que ponto os dois médicos chegaram em suas pesquisas. Na sexta-feira passada dois carros-bomba foram desativados em pleno centro de Londres, enquanto no sábado dois homens lançaram um carro contra o terminal principal do aeroporto de Glasgow.
A Polícia, que deteve oito pessoas supostamente ligadas a esses ataques, vincula o atentado em Glasgow com os dois carros-bomba de Londres, que se tivessem explodido causariam um grande número de mortos e feridos, segundo a Scotland Yard (Polícia metropolitana da capital britânica).
O Governo britânico reduziu nesta quarta-feira o nível de ameaça terrorista de “crítico” para “grave”, após considerar que não há informação dos serviços de inteligência “que sugiram um atentado iminente”.