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Mundo

Surto de cólera causa alarme no Zimbábue após epidemia

Arquivo Geral

20/10/2009 0h00

Um surto de cólera, que já provocou cinco mortes e afetou outras 117 pessoas, causa alarme no Zimbábue, após a grave epidemia na qual houve mais de 4 mil vítimas fatais, na última temporada da doença.

Segundo a imprensa oficial do país, o surto foi registrado no final de setembro, nas províncias de Mashonaland West e Midlands e três das pessoas que morreram eram membros de uma seita religiosa chamada Vapostori, que não permite o uso de remédios.

Segundo Gerald Gwinji, secretário do Ministério da Saúde, “a maioria dos casos foi registrada entre crentes religiosos que são reticentes a receber atendimento médico”.

Entre agosto de 2008 e junho de 2009, 100 mil pessoas foram infectadas pela cólera no Zimbábue, das quais mais de 4 mil morreram, em uma das piores epidemias da doença na história do país.

A crise política, social e econômica que atingiu o Zimbábue na última década levou, entre outras coisas, à falta de alimentos, à deterioração dos serviços de fornecimento de água e esgoto e ao desmantelamento do sistema sanitário, o que facilitou a propagação da epidemia.

Além disso, o Governo proibiu durante vários meses a atuação de organizações humanitárias, outro fator que levou a doença a se espalhar ainda mais.

Em seu último relatório, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), em Harare, destacou que a precária situação das infraestruturas sanitárias no país “debilita os esforços para conter a cólera e torna grandes setores da população vulneráveis a diversas ameaças sanitárias”.

As organizações humanitárias assinalaram que as condições são propicias para uma nova epidemia na temporada de chuvas, que começa agora.

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