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Surgem novos elementos na investigação sobre desaparecimento de Madeleine

Arquivo Geral

10/08/2007 0h00

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, medicine Alípio Ribeiro, website like this anunciou nesta sexta-feira que surgiram “novos elementos na investigação” do caso do desaparecimento da menina britânica Madeleine McCaan, ocorrido há mais de três meses.

Em declarações à agência oficial “Lusa”, Ribeiro disse que o caso “está longe de ser esclarecido”. Esta foi a primeira vez que a maior autoridade da PJ falou publicamente sobre o assunto.

Ribeiro afirmou que “houve uma evolução na investigação”, mas que “ainda não está muito claro em que sentido” o processo se desenvolverá.

Redes de televisão portuguesas informaram hoje que os pais da menina – apontados como possíveis suspeitos pela imprensa – insistem que a filha está viva, e pediram à Polícia portuguesa provas que demonstrem o contrário.

Gerry e Kate McCaan se mostraram tranqüilos com relação à desconfiança que recai sobre eles, e disseram esperar que a investigação seja rápida, para que as dúvidas sobre a atuação policial desapareçam.

A psicóloga portuguesa Ana Vasconcelos disse que, em casos de grandes traumas, as pessoas podem “mentir para si mesmas”, indicando que os pais de Madeleine poderiam saber sobre a morte da filha.

No entanto, Gerry afirmou que, caso a menina tivesse sido maltratada ou morta, “algo teria aparecido” nos últimos três meses.

Segundo ele, depois de se reunir com a Polícia várias vezes, as suspeitas sobre os pais foram “eliminadas”.

O casal se mostrou irritado com as notícias e comentários da imprensa portuguesa, que qualificou de meras “especulações”.

Eles lamentaram o fato de não poderem se defender das acusações feitas pela imprensa, porque são testemunhas e não podem revelar os detalhes que conhecem da investigação.

Gerry disse ser “surpreendente” que os vestígios de sangue que apareceram no apartamento pudessem ser da menina, “e que só tenham sido encontrados agora, tanto tempo depois”.

Kate contou que, durante o período em que ficaram no apartamento, Madeleine não teve nenhum ferimento grave, embora tenha reconhecido ser possível que a menina tenha se arranhado ou que seu nariz tenha sangrado sem que percebessem.

Enquanto isso, a Polícia portuguesa continua procurando pistas que levem a um homem britânico, de aparentemente 40 anos e 1,70 metros de altura, que poderia estar envolvido no desaparecimento de Madeleine, informaram hoje alguns meios de comunicação.

O indivíduo foi visto com alguma coisa “enrolada no ombro” a pouca distância da praia e numa área rochosa, onde poderia ter se livrado do corpo da menina, suspeitas que levaram as autoridades a pedir a colaboração de um especialista em correntes marítimas da Universidade do Algarve.

A imprensa afirmou que a PJ convocará um cidadão britânico para prestar depoimento nos próximos dias. O homem passou suas férias na localidade de Praia da Luz, no mesmo período em que os McCann, e ajudou a Polícia na busca por Madeleine.

O carro que o cidadão britânico alugou durante as férias já está com a Polícia, que analisou as datas e os horários em que o homem entrou e saiu de Portugal, para verificar se ele tinha alguma relação com os McCann e com os amigos do casal que passaram as férias em Praia da Luz.

Em Portugal, as críticas da imprensa britânica à atuação da PJ no caso e à cobertura jornalística portuguesa nas últimas semanas não foram bem recebidas.

Diante desta situação, o ministro de Administração Interna português, Rui Pereira, defendeu o trabalho “exemplar” realizado pelos órgãos policiais portugueses, e lembrou que já foi elogiado por seu homólogo britânico.

Neste sábado, completam-se cem dias desde o desaparecimento de Madeleine, e seus pais devem organizar vários atos em Portugal e no Reino Unido, como missas e a entrega de cartazes com a foto da menina.

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