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Mundo

Surgem histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood

Arquivo Geral

07/11/2009 0h00

A maioria dos 30 feridos no tiroteio na base de Fort Hood na última quinta-feira, no Texas, segue hospitalizada, mas o número de vítimas teria sido maior se não fosse pelo heroísmo de alguns personagens, cujas histórias começam a aparecer agora.

“É possível que alguns (dos feridos) fiquem com seqüelas físicas por toda vida, mas não há dúvida que o impacto psicológico será para sempre”, disse em entrevista coletiva Roy Smythe, chefe do departamento de cirurgia do Hospital Scott and White, que tratou de dez pacientes.

Malike Nadal Hassan, 39 anos, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente.

Enquanto, os corpos dos 12 soldados e de um civil mortos chegaram sexta-feira à noite ao aeroporto militar de Dover, em Delaware, base em que partem também os corpos dos mortos no Afeganistão e no Iraque.

Hassan disparou mais de 100 tiros com duas pistolas, uma delas semiautomática, e foi capaz de assassinar e ferir dezenas de pessoas em apenas cinco minutos porque o prédio onde ocorreu o incidente estava abarrotado de soldados que faziam exames e preenchiam formulários médicos, informou o Exército.

Em meio à dor, os americanos encontram alívio nos relatos do heroísmo demonstrado por pessoas durante o massacre, o pior em uma base militar nos Estados Unidos.

“Inclusive quando pôs em evidência o pior da natureza humana, vimos também o melhor dos Estados Unidos”, disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

“Vimos soldados e civis correndo para ajudar os companheiros feridos, rasgando suas roupas perfuradas à bala para tratar dos ferimentos, usando blusas como torniquetes, repelindo o atirador apesar deles mesmos estarem feridos”, afirmou.

Um desses heróis foi o soldado Marquest Smith, 21 anos, que estava sentado em um cubículo quando escutou os tiros, segundo relatou à imprensa americana.

Smith correu em direção à porta lateral do prédio, empurrando outros dois militares para fora. Voltou a entrar e tirou dois soldados feridos. Em seguida retornou ao prédio e dessa vez deparou-se com o agressor.

“Só vi suas costas e comecei a correr. Então ouvi e senti as balas passando próximo da minha cabeça a em ambos os lados e batendo na parede”, contou.

Seu amigo Jeffrey Pearsall, outro soldado de 21 anos, colocou cinco ou seis pessoas em sua caminhonete e levou-as ao hospital.

Smith também entrou no veículo, mas depois lembrou que tinha deixado para trás um dos feridos que tinha socorrido.

“Eu diminui a marcha e ele saltou, correu um quilômetro e meio outra vez ao lugar do tiroteio e encontrou o soldado ferido que já estava tentando ir ao hospital em seu próprio automóvel”, detalhou Pearsall.

O governador do Texas, Rick Perry, agradeceu neste sábado o heroísmo dos policiais civis Kimberly Munley e Mark Todd, que estavam na região por acaso e seguiram para o local ao ouvir os disparos.

“Não se pode dizer quantas vidas salvaram”, disse Perry em entrevista coletiva.

Ambos abriram fogo contra Hassan, que carregou contra Munley, segundo as testemunhas.

O sargento atingiu Hassan com vários tiros, mas recebeu duas balas em suas pernas, que atravessaram a coxa esquerda e se alojaram na perna direita, além de sofrer um ferimento no pulso direito.

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