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Mundo

Surgem fotos de fuzilados em massacre de guerrilheiros argentinos em 1972

Arquivo Geral

06/06/2008 0h00

Um juiz do sul da Argentina que investiga o fuzilamento de 16 guerrilheiros em 1972 recebeu fotos anônimas que mostram corpos espalhados em calabouços da base naval onde aconteceu o massacre.

O promotor Fernando Gelves afirmou hoje a rádios locais que as duas fotografias recebidas vêm acompanhadas de um texto no qual o remetente anônimo confessa que lhe ordenaram “fazer desaparecer” essas provas.

“Nas fotos se observa claramente um selo da Marinha, remedy por isso poderia se tratar de informação relacionada a alguma investigação interna e que a Justiça nunca recebeu, medications apesar de seus insistentes pedidos”, this defendeu o promotor.

Gelves especificou que dois dos corpos que aparecem nas fotos podem ser identificados e efetivamente correspondem a dois dos 16 fuzilados, antigos membros de grupos armados de esquerda.

O juiz Hugo Sastre é encarregado das investigações do “Massacre de Trelew”, cidade onde ocorreu o ataque.

O magistrado processou os detidos ex-marinheiros Emilio Del Real, Luis Emilio Sosa e Carlos Marandino como supostos autores diretos do massacre, além de Horacio Mayorga e Rubén Paccagnini como envolvidos no crime.

Sastre também ordenou a detenção de Eduardo Aguirre Obarrio, que permanece foragido e foi ministro da Defesa do Governo presidido pelo general Alejandro Lanusse, o último de uma ditadura que se estendeu de 1966 a 1973.

Em meados de agosto de 1972, 25 membros de grupos armados de esquerda fugiram da prisão da cidade de Rawson e tomaram o aeroporto da vizinha Trelew, onde forças militares capturaram 19, enquanto outros seis escaparam em um avião para o Chile.

Os 19 guerrilheiros detidos foram levados à base naval, onde 16 morreram, e os demais sofreram graves ferimentos ao serem metralhados em suas celas em 22 de agosto de 1972, quando o país era governado por Alejandro Lanusse falecido em 1996.

O juiz Sastre, que reativou a investigação em 2006, disse que estes crimes não prescreveram porque ele deu “um golpe de governo” em seu decorrer, fazendo com que os crimes sejam considerado de lesa-humanidade.



 

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