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Mundo

Supremo israelense aprova ônibus com segregação voluntária por gênero

Arquivo Geral

06/01/2011 15h04

A Corte Suprema israelense decidiu nesta quinta-feira que não será mais obrigatória a divisão das linhas de ônibus por gênero onde os homens viajavam na parte dianteira e as mulheres na traseira.

Trata-se das “mehadrin”, com quase 100 linhas de ônibus onde a maioria dos passageiros é judeu ultra-ortodoxo.

O Supremo considera que “um operador de transporte público, como qualquer outra pessoa, não tem o direito de ordenar, pedir e dizer às mulheres onde elas devem sentar simplesmente porque serem mulheres”.

O pedido ao Supremo tinha sido apresentado em 2007 pelo Centro de Ação Religiosa do Movimento Reformista em Israel e por um grupo de mulheres devido às queixas de ataques físicos e verbais.

Neste sentido, o tribunal ordena ao Ministério de Transportes que oriente as novas normas aos motoristas e deu um prazo de 30 dias para que todas as linhas mehadrin divulguem cartazes que especifiquem que os passageiros podem sentar onde quiserem.

O Supremo reconhece, no entanto, que sua decisão pode receber duras críticas da comunidade ultra-ortodoxa.

O Centro de Ação Religiosa do Movimento Reformista em Israel interpreta a decisão do Supremo como um reconhecimento que a segregação é ilegal e exige que o Ministério de Transporte aumente o controle para impedir possíveis atos de protestos no interior dos ônibus.

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