A Suprema Corte declinou hoje, look pela segunda vez em oito dias, examinar processos que consideram que Barack Obama não pode assumir a Presidência dos Estados Unidos.
O Supremo não fez comentários ao rejeitar o processo apresentado pelo residente de Connecticut Cort Wrotnowski, que assegurava que Obama nasceu com dupla nacionalidade, já que seu pai, original do Quênia, era então súdito britânico, o que lhe impossibilita de ser cidadão nato americano.
O argumento é similar ao de outro processo apresentado pelo cidadão Leo Donofrio e que o Supremo também rejeitou há uma semana.
Como Wrotnowski, Donofrio alegava que no momento de nascer, em 1961, Obama tinha dupla nacionalidade e, portanto, não podia ser cidadão nato.
A Constituição dos Estados Unidos exige que os presidentes do país sejam cidadãos natos, isto é, que tenham nascido em território americano.
Segue pendente que o Supremo decida se aceita outro processo, apresentado por Philip Berg, da Pensilvânia, que sustenta que a certidão de nascimento de Obama é falsa e que o futuro líder não nasceu no Havaí, como assegura, mas no Quênia, um rumor que circulou na Internet.
Os tribunais federais da Pensilvânia rejeitaram o argumento de Berg, que também defende que Obama pode ser cidadão da Indonésia, ao ter vivido lá vários anos durante sua infância.
As autoridades estatais no Havaí assinalam que examinaram a certidão de nascimento do presidente eleito e que ela é genuína. Também asseguram que comprovaram os registros do Departamento de Saúde do estado e não cabe duvidar que Obama nasceu lá, em 4 de agosto de 1961.