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Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento homoafetivo

Tribunal de maioria conservadora recusou analisar recurso que questionava o direito constitucional ao casamento igualitário, mantido desde 2015

Redação Jornal de Brasília

10/11/2025 13h33

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

A Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, rejeitou nesta segunda-feira (10) examinar um recurso contra a constitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalizado em todo o país por esse mesmo tribunal em 2015.

A decisão dos altos magistrados, que não justificaram, era muito aguardada nesse tema após terem revogado em 2022 décadas de precedentes ao eliminar a garantia federal do direito ao aborto.

Kim Davis, uma ex-funcionária do registro civil em Kentucky que se recusou a emitir licenças de casamento para casais do mesmo sexo, havia solicitado à corte máxima do país que revogasse sua histórica decisão de 2015 que legalizou o casamento homoafetivo.

A negativa em examinar o caso deveria confirmar sua condenação a Davis a pagar centenas de milhares de dólares em danos e prejuízos a um casal gay ao qual foi negada a certidão de seu casamento.

A Human Rights Campaign, um grupo de defesa dos direitos LGBTQIA+, celebrou a decisão da corte de não examinar o caso apresentado por Davis, que havia citado suas crenças religiosas cristãs como motivo para se recusar a emitir as licenças de casamento.

“Hoje o amor venceu novamente”, disse Kelley Robinson, presidente da Human Rights Campaign, em um comunicado.

A decisão de 2015 obrigou os estados que não reconheciam as uniões entre duas pessoas do mesmo sexo a não apenas casá-las, mas também a reconhecer seu casamento quando este havia sido celebrado em outro lugar.

A 14ª Emenda da Constituição “requer que um estado celebre um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo”, e isso em nome da igualdade perante a lei, escreveu então o juiz Anthony Kennedy na decisão.

Essa decisão de 2015 foi celebrada com entusiasmo pela esquerda em todo o país. O então presidente democrata Barack Obama a considerou um “grande passo em nosso caminho rumo à igualdade” e uma “vitória para os Estados Unidos”.

AFP

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