Este é o segundo encontro em nível governamental mantido entre as duas Coreias desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a Presidência sul-coreana em fevereiro do ano passado, informou a agência local “Yonhap”.
Espera-se que Pyongyang trate o sistema especial de benefícios aplicado à Coreia do Sul, incluindo o uso do solo, os impostos e salários nesse complexo cujo futuro será reconsiderado pelo regime de Kim Jong-il.
Em maio, Pyongyang declarou nulo o contrato assinado com Seul sobre a utilização conjunta desse parque industrial situado em território norte-coreano, que acolhe 106 pequenas e médias empresas sul-coreanas, gerando emprego a 38.867 norte-coreanos.
Para Seul, representado pelo diretor-geral do escritório de Kaesong, Kim Young-tak, o principal objetivo desta reunião é tentar libertar o trabalhador sul-coreano da empresa Hyundai Asan, detido em 30 de março por criticar o regime comunista e incitar uma funcionária a desertar.
No encontro bilateral de abril não houve avanço quanto à situação do trabalhador, já que a Coreia do Norte se negou a discutir o tema.
“O trabalhador está detido há mais de 70 dias e o complexo de Kaesong se encontra em uma situação muito difícil, tarefas que temos de resolver”, disse Kim Young-tak, antes de partir esta manhã.