As nascidas nesses três países têm uma vida média de 84,4 anos, igual que as francesas, e as japonesas se situam em primeiro lugar, com 86 anos de esperança de vida média, segundo o relatório “Panorama da Saúde 2009”, publicado pela OCDE.
A maioria parte deste grupo de 30 países desenvolvidos melhorou sua esperança de vida ao nascer.
O relatório, que foi divulgado à imprensa em Paris pela embaixadora espanhola diante da OCDE, Cristina Narbona, adverte que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita influenciou na esperança de vida, mas que países que deveriam ter uma população com expectativas de maior longevidade não alcançaram.
Assim, os Estados Unidos, Dinamarca e Hungria têm uma menor esperança de vida ao nascer do que seria esperado atendendo ao PIB per capita.
“O estado de saúde e os resultados dos sistemas de saúde não são diretamente proporcionais em alguns casos nem à renda por habitante no país nem à despesa de saúde per capita, que são dois indicadores que normalmente estão associados”, ressaltou a embaixadora Narbona, ao comentar os resultados do relatório da OCDE.
“O caso possivelmente mais notável é o dos Estados Unidos”, detalhou Narbona, que assinalou que nesse país, “com a despesa de saúde mais elevada de todas as nações da OCDE apresenta uma esperança de vida, taxas de mortalidade e incidência de algumas patologias muito desfavoráveis em comparação a outros países”.
No caso da Espanha, a embaixadora comentou que é um caso oposto: “tem uma renda per capita inferior, uma despesa de saúde inferior e, no entanto, estamos, com dados muito bons relativos à esperança de vida e à incidência de determinadas patologias”.
“Há fatores que jogam a favor ou contra determinados países, além dos dados estritamente ligados a sua renda por habitante ou a sua despesa de saúde por habitante”, insistiu a embaixadora.
O estudo publicado na terça-feira na capital francesa oferece dados sobre indicadores comparáveis e atualizados sobre aspectos diversos da evolução da saúde e os sistemas de saúde dos 30 países da OCDE.